Ricardo Capelli crítica atuação do Banco Central do PT no caso Master/BRB
- Vozes de Brasília

- há 2 dias
- 2 min de leitura


O acordo envolvendo o Banco de Brasília (BRB), avalizado pela União e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), continua gerando forte repercussão política e econômica no Distrito Federal. Críticos da operação afirmam que os termos do entendimento podem comprometer o futuro fiscal da capital do país e apontam possíveis irregularidades relacionadas à transparência e à responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Especialistas em direito financeiro têm levantado questionamentos sobre a compatibilidade do acordo com os princípios estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo essas avaliações, o impacto potencial sobre as contas públicas do Distrito Federal merece maior esclarecimento e acompanhamento por parte dos órgãos de controle.
No campo político, o pré-candidato do PSB ao Governo do Distrito Federal, Ricardo Capelli, fez duras críticas ao Banco Central por meio de publicação na rede social X. Na manifestação, Capelli afirmou que a instituição estaria deixando de cumprir adequadamente seu papel de fiscalização.
“De órgão fiscalizador, o Banco Central está virando sócio da crise do BRB, por negligência”,
declarou.
O pré-candidato também questionou o fato de o BRB ainda não ter divulgado seu balanço financeiro, cobrando uma atuação mais firme do Banco Central diante da situação.
Em outra crítica, afirmou que a autoridade monetária estaria permitindo a realização de um empréstimo bilionário sem que a população do Distrito Federal tenha conhecimento das taxas envolvidas ou da dimensão dos impactos financeiros da operação.
“O BC está chancelando um empréstimo bilionário sem que o povo do DF — que vai pagar a conta — saiba as taxas envolvidas e o tamanho do rombo”, escreveu.
As declarações ampliam o debate sobre a necessidade de transparência em operações que possam gerar reflexos nas finanças públicas do Distrito Federal.
O tema tem mobilizado representantes políticos, especialistas e setores da sociedade civil preocupados com os desdobramentos para o patrimônio público.
Além das críticas atuais, o caso também traz à tona investigações conduzidas pela Polícia Federal que apontam possíveis irregularidades envolvendo servidores do Banco Central e funcionários efetivos e comissionados do BRB.
De acordo com informações que vieram a público durante as apurações, há suspeitas de que agentes ligados às duas instituições tenham sido coniventes com decisões consideradas prejudiciais ao banco estatal do Distrito Federal.
Diante do cenário, cresce a pressão por esclarecimentos oficiais, maior transparência sobre os termos das operações em discussão e uma atuação mais rigorosa dos órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema financeiro e pela proteção do patrimônio público.




Comentários