Gláucia do Arruda defende metrô integrado ao Entorno e redução da passagem de ônibus
- Vozes de Brasília

- há 7 dias
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Proposta da candidata a deputada federal prevê novas conexões metroviárias com cidades goianas e articulação entre DF, Goiás e União para diminuir o custo do transporte
A mobilidade urbana voltou ao centro do debate eleitoral em Brasília e no Entorno.
A candidata a deputada federal Gláucia do Arruda (Avante) defende uma ampliação da rede de transporte público do Distrito Federal que ultrapasse os limites territoriais da capital e beneficie também milhares de moradores das cidades goianas que diariamente se deslocam para trabalhar e estudar em Brasília.
Segundo reportagem publicada pelo Jornal Opção nesta quarta-feira (19), entre as propostas apresentadas por Gláucia está a expansão do metrô para municípios do Entorno, além da redução do valor das passagens de ônibus para os trabalhadores que fazem esse deslocamento diariamente.
Metrô até Águas Lindas
Uma das propostas prevê a extensão do ramal de Ceilândia, passando pelo Setor O e pelo Condomínio Privê, até Águas Lindas de Goiás.
Outra frente planejada teria origem na Estação de Taguatinga, passando pelo Pistão Sul, com previsão de atendimento ao Recanto das Emas e ao Riacho Fundo II. A partir do Balão do Periquito, o projeto prevê ramificações em direção ao Gama e a Santa Maria, com possibilidade de continuidade até Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia.
A ideia coloca a mobilidade regional como uma questão integrada. Para Gláucia, o sistema de transporte precisa considerar a realidade de uma população que vive em municípios goianos, mas depende diariamente da estrutura econômica e dos serviços oferecidos pelo Distrito Federal.
Redução da tarifa para quem trabalha em Brasília
Além da expansão da infraestrutura, Gláucia defende uma política de redução do custo das viagens de ônibus para os moradores do Entorno.
A proposta, segundo a candidata, seria construída por meio de um consórcio entre os governos do Distrito Federal, de Goiás e o governo federal, com o objetivo de diminuir o peso das tarifas no orçamento de trabalhadores que precisam atravessar diariamente a divisa entre Goiás e o DF.
A discussão sobre o preço do transporte ganha importância diante da dependência que milhares de pessoas têm do sistema intermunicipal para acessar empregos, escolas, universidades e serviços públicos em Brasília.
Mobilidade como prioridade
Gláucia afirma ainda acompanhar a elaboração do plano de governo de José Roberto Arruda e pretende atuar pela ampliação dos recursos destinados a projetos de mobilidade que contemplem tanto as regiões administrativas do DF quanto os municípios do Entorno.
A proposta dialoga com uma discussão que vem ganhando espaço no cenário eleitoral: a necessidade de tratar Brasília e suas cidades vizinhas como uma única região metropolitana do ponto de vista da mobilidade.
A expansão defendida por Gláucia também converge com propostas apresentadas por Arruda durante a campanha. Em debate recente, o ex-governador citou eixos de expansão do metrô em direção ao Gama, Santa Maria e cidades do Entorno Sul, além da ligação de Ceilândia com Águas Lindas pelo Entorno Norte.
Gláucia aparece em pesquisa eleitoral
A discussão sobre mobilidade ocorre em um momento de crescimento da exposição de Gláucia no cenário eleitoral. De acordo com o levantamento do Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape) citado pelo Jornal Opção, a candidata aparece com 1,3% das intenções de voto na disputa por uma vaga de deputada federal pelo Distrito Federal.
A pesquisa foi realizada entre 10 e 15 de agosto, ouviu 2 mil eleitores e apresenta nível de confiança de 95%, com margem de erro de aproximadamente 2,2 pontos percentuais.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-02390/2026.
Com a proposta de ampliar o metrô, reduzir tarifas e integrar DF, Goiás e União, Gláucia do Arruda busca associar sua candidatura a uma pauta que afeta diretamente a rotina de trabalhadores e estudantes que dependem diariamente do transporte público na região.
A aposta é transformar a mobilidade em uma política de integração regional — aproximando não apenas cidades, mas também oportunidades de trabalho, educação e desenvolvimento econômico.




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