Tribunal de Justiça da Bahia rompe contrato com BRB em meio aos desdobramentos do escândalo do Banco Master
- Vozes de Brasília

- há 11 minutos
- 2 min de leitura

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) decidiu encerrar o contrato de parceria e exclusividade que mantinha com o Banco de Brasília (BRB).
A decisão reflete o forte desgaste institucional e operacional sofrido pela instituição estatal do Distrito Federal em virtude de sua polêmica associação ao Banco Master, investigado no âmbito de operações policiais e de órgãos de controle.
O encerramento do vínculo ocorre em um momento crítico para a reputação e a estabilidade do BRB.
A instituição brasiliense vem enfrentando entraves na Justiça, no Banco Central e no Tribunal de Contas após as investidas para a aquisição de fatias acionárias e de carteiras de crédito do Banco Master, transações que se tornaram alvo da Operação Compliance Zero.
Impactos operacionais e a busca por transição
Com o cancelamento da parceria, o tribunal baiano deu início aos trâmites para a saída do BRB da gestão de seus serviços financeiros e folha de pagamentos.
Por sua vez, a instituição do DF tenta negociar um período de transição gradual para minimizar os danos financeiros e operacionais com a perda de um contrato de grande porte.
A insatisfação da corte baiana com o arranjo já vinha se desenhando nos últimos meses.
Em episódios anteriores, o órgão judicial baiano tentou migrar a gestão de operações financeiras milionárias para outros bancos públicos de grande porte, demonstrando perda de confiança no modelo de negócios com o banco público brasiliense.
O "Efeito Dominó" da Operação com o Banco Master
O cancelamento do contrato na Bahia é mais um desdobramento da crise que atingiu o BRB desde que a instituição tentou incorporar ativos e participação no Banco Master.
A operação passou a ser contestada em diversas frentes:
Bloqueios Judiciais e Regulatórios: A Justiça suspendeu a assinatura definitiva da compra por falta de autorizações prévias da Câmara Legislativa (CLDF) e de assembleias de acionistas. Paralelamente, o Poder Judiciário ordenou o bloqueio de ações adquiridas por investigados no escândalo.
Prejuízos e Busca de Aporte: As perdas decorrentes da compra de carteiras consideradas "podres" ou de alto risco do Master levaram o BRB a pedir aportes financeiros bilionários e a iniciar ações judiciais visando o ressarcimento de danos e a responsabilização de ex-gestores.
Apuração de Contratos de Crise: Órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas do DF (TCDF), analisam contratos emergenciais firmados pelo banco na tentativa de mitigar o desgaste reputacional provocado pelas operações com o Master.
A ruptura por parte do TJ-BA sinaliza a contaminação do braço comercial do BRB em outros estados, onde a perda de credibilidade começa a fechar portas no setor público e a pressionar a governança da instituição estatal.




Comentários