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Alerta vermelho na Saúde do DF: orçamento “não aguentou” e governo fala em contenção

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    Vozes de Brasília
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura
Governador Ibaneis Rocha/ Agência Brasília
Governador Ibaneis Rocha/ Agência Brasília


Brasília, 07 de janeiro de 2026 — O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou nesta quarta-feira que o orçamento da saúde pública para 2026 “não suportou os gastos” previstos, sinalizando que o governo precisará adotar medidas de contenção de despesas durante o ano. A declaração foi feita em meio a atrasos de repasses e críticas de gestores da área, que alertam para dificuldades no custeio de serviços essenciais.


Segundo o chefe do Executivo local, a pressão sobre os cofres públicos ocorre apesar da Lei Orçamentária Anual (LOA) que fixa R$ 74,4 bilhões para o GDF em 2026, sendo aproximadamente R$ 7,89 bilhões destinados à saúde pública por meio do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).


“Os limites fiscais impostos pela legislação e o aumento das demandas por serviços de saúde obrigam o governo a reavaliar os gastos. Sem um controle rigoroso, não teremos como honrar todos os compromissos”, disse Ibaneis em entrevista concedida hoje, em Brasília. O governador não detalhou ainda quais áreas dentro da saúde sofrerão maior impacto.


Repasses atrasados e filas nos hospitais


A fala do governador ocorre em um momento em que gestores de unidades de saúde relatam atrasos nos repasses e dificuldades para fechar as contas do mês. De acordo com fontes internas da Secretaria de Saúde, unidades como o Hospital da Criança de Brasília José Alencar têm enfrentado desafios com pagamentos a fornecedores e equipe, resultado direto da insuficiência de recursos para cobrir custos de atendimento.


Críticas à distribuição do orçamento


Críticos da administração distrital apontam que o cenário é fruto de escolhas políticas que priorizam renúncias fiscais e outros incentivos em detrimento dos investimentos em áreas sociais essenciais. Um relatório divulgado recentemente afirma que, em comparação ao Plano Plurianual (PPA), o orçamento da saúde para 2026 sofreu redução real de cerca de R$ 3,9 bilhões, representando uma queda de mais de 20 % na dotação prevista anteriormente.


Além disso, o documento denuncia que as renúncias fiscais — chamadas por alguns analistas de “bolsa empresário” — poderão atingir R$ 10,2 bilhões em 2026, valor superior ao próprio orçamento da saúde do DF, apontando prioridades que favorecem setores corporativos em vez de direitos sociais básicos.


Oposição alerta para o “colapso”


Deputados distritais de oposição à gestão Ibaneis também emitiram nota criticando a aprovação do orçamento aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Legisladores como Fábio Félix (PSOL) afirmam que, mesmo com aumento na arrecadação, os recursos não serão suficientes para manter a qualidade dos serviços de saúde e educação, e que o contingenciamento poderá levar ao colapso no atendimento à população.


“Reduzir o aporte financeiro da saúde em um cenário de filas e demanda crescente é jogar a responsabilidade pelo caos nas costas dos usuários do SUS no DF”, afirmou um dos parlamentares em declaração oficial.


O que muda em 2026


Enquanto o GDF ajusta despesas para equilibrar as contas públicas, usuários e profissionais da saúde seguem apreensivos com os impactos da contenção. A expectativa é de que as administrações regionais e unidades hospitalares precisem implementar cortes em custeio, revisão de contratos e contenção de gastos com horas extras, medidas que podem afetar a rotina de atendimento.


O governo ainda não divulgou um cronograma detalhado de execução orçamentária com as metas de contenção nem as áreas prioritárias que serão poupadas das restrições financeiras. A população aguarda, agora, sinais concretos sobre como os serviços serão mantidos sem comprometer o acesso à saúde pública no Distrito Federal.

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