top of page

14 anos: Argentina aprova lei que reduz maioridade penal de 16 para 14

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 27 de fev.
  • 2 min de leitura
Obelisco Buenos Aires
Obelisco Buenos Aires

Buenos Aires, 27 de fevereiro de 2026 – O Congresso da Argentina aprovou a redução da maioridade penal no país, que passa de 16 para 14 anos.


A medida foi confirmada pelo Senado da Argentina e agora segue para sanção presidencial.

A proposta faz parte da agenda de segurança pública do presidente Javier Milei e altera o regime de responsabilidade penal juvenil vigente há décadas.


A votação foi marcada por amplo debate e divisão entre governistas e oposição.



O que muda com a nova lei


Com a nova legislação, adolescentes de 14 e 15 anos poderão responder criminalmente por crimes considerados graves, como homicídio e roubo com violência.


A lei estabelece que, em caso de privação de liberdade, os jovens deverão cumprir medida em unidades separadas das destinadas a adultos, respeitando regras específicas do sistema juvenil.



Para delitos de menor potencial ofensivo, o texto prevê a aplicação de medidas alternativas, como prestação de serviços comunitários, monitoramento eletrônico e outras sanções socioeducativas.



Tramitação e contexto político


O projeto já havia sido aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados da Argentina e avançou no Senado após semanas de discussões intensas.


O governo defendeu a proposta sob o argumento de que a medida responde ao aumento da participação de menores em crimes violentos e à demanda social por mais rigor no combate à criminalidade.



A aprovação ocorre em meio a um cenário de debates sobre segurança pública e reformas estruturais promovidas pelo atual governo.


Reações e críticas


A mudança provocou forte reação de entidades de direitos humanos e especialistas em justiça juvenil.


Organizações como a UNICEF manifestaram preocupação com os possíveis impactos sobre adolescentes em situação de vulnerabilidade.


Representantes da Igreja Católica também se posicionaram de forma crítica, defendendo políticas voltadas à prevenção e inclusão social.



Especialistas argumentam que a redução da maioridade penal, por si só, pode não resultar em diminuição da criminalidade e que políticas públicas focadas em educação, assistência social e oportunidades para jovens tendem a apresentar resultados mais duradouros.



Próximos passos


Com a aprovação no Senado, o texto segue para sanção do presidente. Após a promulgação e publicação oficial, a nova regra passará a valer em todo o território argentino ainda em 2026.



A decisão coloca a Argentina no centro do debate regional sobre políticas criminais e responsabilidade penal juvenil, tema que também é discutido em outros países da América Latina.


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page