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Vorcaro propõe devolver R$ 40 bilhões em 10 anos; STF vê prazo como excessivo

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    Vozes de Brasília
  • há 19 horas
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Atualizado: há 7 horas

Daniel Vorcaro/Divulgação
Daniel Vorcaro/Divulgação

O empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, apresentou uma proposta de delação premiada em que se compromete a devolver cerca de R$ 40 bilhões aos cofres públicos ao longo de dez anos.


A proposta está sob análise da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal.



Segundo apuração, integrantes do STF consideram o prazo “muito elástico”, avaliando que a devolução parcelada pode comprometer a efetividade da recuperação dos recursos investigados.


O relator do caso é o ministro André Mendonça.


A defesa de Vorcaro argumenta que a proposta faz parte das negociações de colaboração premiada e prevê, inicialmente, o ressarcimento imediato de cerca de R$ 3 bilhões a fundos de pensão que teriam sido prejudicados pelas operações do banco.


O restante seria quitado gradualmente ao longo da próxima década.


O caso envolve o colapso do Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025, após investigações apontarem suspeitas de fraude financeira bilionária, lavagem de dinheiro e relações impróprias entre executivos da instituição e agentes públicos.



As apurações indicam que o esquema teria provocado um rombo estimado em mais de R$ 40 bilhões, afetando um grande número de investidores e exigindo atuação do Fundo Garantidor de Créditos para cobrir parte dos prejuízos.



Nos bastidores do STF e da PGR, há preocupação de que acordos com prazos longos comprometam a recuperação efetiva dos valores desviados.


Além da devolução dos recursos, a colaboração de Vorcaro pode atingir figuras políticas e empresariais mencionadas nas investigações em curso.



A expectativa é que os órgãos responsáveis avaliem, nas próximas semanas, a consistência das informações apresentadas antes de decidir sobre a possível homologação do acordo no STF.

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