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União Europeia aprova acordo comercial histórico com o Mercosul

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    Vozes de Brasília
  • há 16 horas
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União europeia/ Divulgação
União europeia/ Divulgação

Bruxelas – Os países membros da União Europeia aprovaram, nesta sexta-feira (9), em caráter provisório, um amplo acordo comercial com o bloco do Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, após mais de 25 anos de negociações. A decisão foi tomada por maioria qualificada durante uma reunião de embaixadores em Bruxelas, segundo agências internacionais.


A votação marca um passo decisivo para a formalização do tratado, que ainda depende de assinatura oficial e da ratificação pelos parlamentos dos Estados-membros da UE e pelos países do Mercosul antes de entrar em vigor. Espera-se que a assinatura ocorra já na próxima semana, possivelmente em Assunção, no Paraguai.


Objetivos e impacto econômico


O acordo visa criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, conectando mais de 700 milhões de consumidores e eliminando tarifas sobre uma vasta gama de produtos comercializados entre os dois blocos. Para a UE, o pacto representa não apenas uma oportunidade para ampliar exportações de bens manufaturados e agrícolas tradicionais, mas também uma forma de diversificar parcerias comerciais, em um contexto de tensões tarifárias com os Estados Unidos e de competição com a China.


Do lado do Mercosul, especialmente para o Brasil, a expectativa é de maior acesso ao mercado europeu, com potencial para expandir exportações de commodities, produtos agrícolas e manufaturados. A aproximação comercial pode gerar efeitos em setores como agronegócio, indústria automotiva e bens de consumo.


Resistências e controvérsias


O acordo não foi aprovado sem resistência. França, Irlanda, Polônia e outros países europeus votaram contra ou expressaram preocupações significativas, principalmente em relação ao impacto sobre o setor agropecuário local. A oposição argumenta que o aumento de importações de produtos como carne, grãos e açúcar poderia pressionar os preços e ameaçar produtores dentro da UE.


Para tentar mitigar essas preocupações, a Comissão Europeia negociou salvaguardas que permitem suspender preferências tarifárias caso importações em determinados setores causem prejuízos substanciais aos produtores europeus. Além disso, foram incluídas medidas de controle sanitário e fitossanitário e fundos de apoio ao setor agrícola.


Próximos passos


Após a aprovação provisória pelos Estados-membros, o acordo será formalmente assinado e seguirá para votação no Parlamento Europeu, onde ainda enfrenta debate intenso. Outra etapa essencial será a posterior ratificação pelos congressos nacionais ou parlamentos dos países do Mercosul. Somente após essas etapas legais e políticas o acordo poderá entrar em vigor.


Analistas apontam que, mesmo com resistências, o pacto sinaliza uma nova era nas relações comerciais entre a Europa e a América do Sul, com potenciais efeitos duradouros sobre cadeias produtivas, fluxos de comércio e estratégias geoeconômicas de longo prazo.

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