A partir de 2027, uma mudança tributária promete mexer no bolso das empresas — e quase ninguém está falando disso
- George Medeiros
- há 12 minutos
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A notícia de que o split payment, modelo de recolhimento automático de tributos previsto na reforma tributária brasileira, irá alterar a gestão de caixa das empresas é verdadeira — e especialistas confirmam que ele terá impacto significativo sobre o fluxo financeiro das organizações.
Quando o split payment começará a valer?
Segundo informações oficiais e comunicados da Receita Federal do Brasil, o split payment deverá começar a ser implementado a partir de 2027, em um modelo gradual e por fases. Neste primeiro momento, o sistema será opcional e limitado a operações entre empresas (B2B), com a intenção de ampliação posterior para operações com consumidores finais (B2C).
O cronograma atual indica que:
2026: novas regras tributárias entram em fase de teste com o novo sistema de impostos, especialmente o IBS e a CBS, mas o split payment ainda não será obrigatório para a maioria das empresas.
2027: início efetivo da implementação do split payment, inicialmente opcional no âmbito B2B.
Fases seguintes: à medida que o sistema amadurecer tecnologicamente, a expectativa é que se torne obrigatório no B2B e, posteriormente, seja estendido ao consumidor final (B2C) — porém sem datas fixas ainda definidas para essas etapas posteriores.
O que muda na gestão de caixa das empresas
Tradicionalmente, no Brasil, as empresas recebem o valor total de uma venda e têm um prazo — muitas vezes de 30 dias ou mais — para pagar os tributos ao governo. Com o split payment, essa lógica muda: parte do valor é automaticamente separada e enviada ao fisco no momento do recebimento da transação, reduzindo o montante disponível para uso no caixa da empresa.
Especialistas reforçam que isso exigirá planejamento financeiro mais rígido, com reservas de capital próprias para cobrir custos operacionais, uma vez que o fluxo de caixa será impactado pela retenção imediata dos tributos.
Veracidade das informações
As previsões sobre o split payment, inclusive o seu cronograma de implantação, são baseadas em declarações de autoridades fiscais brasileiras e em estudos jurídicos sobre a reforma tributária, não sendo desinformação ou “fake news”. Todos os pontos cruciais — impacto no caixa, tecnologia envolvida e início previsto para 2027 — têm respaldo em publicações especializadas e confirmações da Receita Federal.




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