top of page

STF forma maioria para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado no caso Master

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 25 de abr.
  • 2 min de leitura
STF forma maioria para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado no caso Master/ Paulo Henrique costa
STF forma maioria para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado no caso Master/ Paulo Henrique costa

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter as prisões preventivas do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, no âmbito das investigações do chamado caso Banco Master.



O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e acompanha a decisão do relator, o ministro André Mendonça, que determinou as prisões com base em indícios de crimes e no risco de interferência nas investigações.


Até o momento, os ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques seguiram o voto do relator, formando maioria para manter os investigados detidos. Já o ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar do julgamento.



As prisões estão relacionadas à Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro envolvendo negociações de carteiras de crédito sem lastro entre instituições.


Segundo as investigações, o esquema pode ter movimentado mais de R$ 12 bilhões em operações consideradas irregulares.



De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o ex-presidente do BRB teria facilitado operações em benefício de interesses privados, ignorando alertas internos e normas de controle.


Em contrapartida, ele teria recebido vantagens indevidas, incluindo imóveis de alto padrão avaliados em dezenas de milhões de reais.



O advogado Daniel Monteiro, por sua vez, é apontado como peça-chave na estrutura do esquema, atuando na intermediação das negociações e na criação de mecanismos jurídicos para ocultação de patrimônio e movimentações financeiras suspeitas.



Na avaliação dos ministros, a manutenção das prisões é necessária diante da gravidade dos fatos e do risco concreto de obstrução das investigações, como destruição de provas, ocultação de ativos e continuidade das práticas ilícitas.



O caso segue em análise no STF e integra um dos maiores escândalos recentes do sistema financeiro brasileiro, com desdobramentos que atingem instituições públicas, executivos e operadores do mercado.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page