Professor que ceifou a vida de companheira volta a dar aulas no DF e é demitido após repercussão
- Vozes de Brasília

- 11 de mar.
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Um caso envolvendo um professor da rede pública do Distrito Federal gerou forte repercussão após vir à tona que o docente havia sido condenado pelo assassinato da própria companheira no passado.
O educador chegou a retomar as atividades em sala de aula neste ano, mas acabou sendo desligado da função após a divulgação do caso.
O professor Igor Azevedo Bomfim, de 46 anos, passou a lecionar como docente temporário no Centro de Ensino Fundamental 03 da Estrutural, em Brasília.
A contratação ocorreu após ele ser aprovado em processo seletivo para professores substitutos da rede pública de ensino.
A presença do profissional na escola provocou indignação e preocupação entre colegas e familiares da vítima. Professores relataram clima de tensão dentro da unidade escolar, especialmente entre as docentes, que demonstraram medo e insegurança ao conviver com o colega.
O caso remonta a 2010, quando Igor confessou ter matado a então companheira, Mayara de Souza Lisboa, de 22 anos, no município de Santa Rita de Cássia, na Bahia. Segundo investigações, ele invadiu a residência da jovem e efetuou disparos de arma de fogo contra ela enquanto a vítima estava no banheiro.
Após o crime, o professor permaneceu foragido por alguns dias antes de se apresentar à polícia e assumir a autoria do homicídio.
O processo judicial teve diferentes reviravoltas ao longo dos anos. Em determinado momento, o réu chegou a ser absolvido pelo Tribunal do Júri, mas a decisão foi posteriormente anulada. Em nova análise, ele acabou condenado a mais de 10 anos de prisão.
Em 2024, foi detido no Distrito Federal, mas acabou obtendo liberdade após decisões judiciais posteriores que alteraram a situação do processo.
Mesmo com o histórico judicial, o professor conseguiu assumir a vaga temporária na rede pública porque apresentou a documentação exigida para a contratação, incluindo certidões negativas de antecedentes emitidas pelos órgãos competentes.
Após a repercussão do caso e as críticas envolvendo a presença do docente na escola, a Secretaria de Educação do Distrito Federal decidiu desligá-lo da função. O episódio reacendeu o debate sobre critérios de contratação e a necessidade de mecanismos mais rigorosos para análise de antecedentes em cargos ligados à educação.




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