O Brasil precisa que você vote certo nas próximas eleições

A questão em tela poderia representar até uma obviedade em tempos de práticas políticas normais em nosso país, no entanto, em cenário que beira ao desalento e à desesperança de muitos nacionais, votar correto e fazer a melhor escolha de nossos representantes passa a ser questão decisiva ao Brasil, que claudica nas principais áreas de infraestrutura para o desenvolvimento e, notadamente, vive uma das maiores crises éticas e morais institucionais em razão do envolvimento de poderosos com a corrupção.
Por Sebastião Vitalino da Silva
Em 01/10/2026
A corrupção que tomou conta de vários representantes institucionais do país
Sim, o voto qualificado passou a ser, na atual cena, a única alternativa que o cidadão brasileiro dispõe para que se possa dar um basta na corrupção desenfreada que tomou conta das principais instituições de poder do país e que foram reveladas a partir do escândalo financeiro do Banco Master.
Por sua vez, quando se volta os olhos para a Corte Suprema brasileira, observa-se, lamentavelmente, a total desarticulação institucional de seus membros que insistem em cometer múltiplos desatinos e falham até mesmo em se autoconter.
Isso é prova quando, durante sessões da Corte, constata-se que alguns de seus ministros se digladiam publicamente, com adoção de práticas ao arrepio da Constituição, que já não mais é cumprida por eles em alguns casos.
Nessas ocasiões, ainda, são constantemente realçados egos e vaidades de seus membros em detrimento ao interesse público.
O que é pior, a população brasileira continua a assistir cenas dantescas praticadas por aqueles que deveriam zelar por nossa Carta Magna, não se observando, nesse contexto, a mínima compostura, exigência fundamental a ser cumprida por autoridade judicial da República que ocupa tão relevante cargo público.
São estarrecedores os relatos divulgados sobre autoridades que se envolveram com ex-banqueiro corrupto do banco Master e que foram expostos em contratos milionários, em privilégios desmedidos, noitadas regadas a uísque “macallan”, cotas em resorts e contatos telefônicos pouco republicanos com aquele.
Será que isso é pedir demais a um agente público, pago com o dinheiro do contribuinte, que ele esclareça os fatos à população?
Ao mesmo tempo e intramuros, observa-se uma espécie de “jogo combinado”, praticado entre o Chefe do Executivo e alguns membros da Corte Suprema, ao se promover insana insegurança jurídica no país.
O episódio mais recente dessa marca foi realizar, por medida provisória, a nove dias das eleições, que culminou com a proibição das “bets” no Brasil, tendo, o Governo Federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), ajuizado uma ação contra 17 (dezessete) operadoras de apostas online.
Não satisfeito, ainda, a União pediu pelo menos R$ 1 bilhão por danos morais coletivos, além do ressarcimento de gastos do SUS relacionados ao tratamento de problemas associados ao vício em apostas.
Com todos esses ingredientes, ressalta-se que a proibição imediata das atividades de apostas online provocou um verdadeiro “cavalo de pau” nas regras preestabelecidas para a operação das empresas no país, além de gerar uma insegurança jurídica sem precedentes para todos os demais setores da economia, sendo isso tudo um verdadeiro absurdo.
Caracteriza-se que, independentemente das controvérsias envolvendo as bets, as empresas autorizadas pelo governo seguiram a regulamentação definida em 2023, tendo pago R$ 30 milhões pela outorga, além de permitirem o Governo arrecadar cerca de R$ 15,3 bilhões em impostos desde o início de 2025.
Por último, o Senado Federal, única instância de poder que poderia barrar e conter a ação de alguns dos ministros da Corte Suprema, permanece em silêncio absoluto e, ao que parece, sendo mais um desses poderosos coniventes com a verdadeira “bagunça jurídica” que que se instalou no país.
A hora é agora para descartar políticos
incompetentes/corruptos
Nesse contexto trágico no qual se encontram os poderes políticos no país, somente o voto qualificado poderá guindar ao poder político pessoas capazes de resolver a crise instalada.
Essas pessoas eleitas deverão ser dotadas de ética e valores e, principalmente, que tenham coragem moral para o propor alternativas que levem o país à solução da crise.
Além disso, ainda, caracteriza-se que é imperiosa a necessidade de reformulação dos mecanismos de fiscalização do Poder Judiciário no que toca ao ingresso na Suprema Corte, notadamente, para o exercício das funções de Ministro do STF, que é atribuição do Senado Federal.
No que toca ao Senado, enfatiza-se que, no momento, a total omissão, em especial, do atual Presidente do Senado Federal que, descaradamente, declara aos quatro ventos que não moverá uma palha naquilo lhe compete para execução de processo de impedimento de ministros da mais alta Corte, por exemplo, ele mostra um verdadeiro escárnio à população brasileira, notadamente, e aos seus eleitores do estado do Amapá.
Dessa forma, com a renovação de dois terços do Senado Federal, teremos a oportunidade nessas próximas eleições de descartar todos aqueles que não tiveram a coragem moral e o dever cívico de resguardar o País contra os maus políticos.
Ação de votar
Neste próximo dia 04/10/2026, mais uma vez teremos a oportunidade de alijar alguns dos principais integrantes da “casta política” brasileira que, em muito, esses tais representantes, simplesmente, buscam se locupletar do cargo que ocupam pelo voto, seja ele em seu nome e/ou de grupos de poder, tudo feito sem a mínima preocupação com o interesse público.
Podemos sim com o voto mudar todo esse cenário negativo que envolve sucessivos escândalos de corrupção e com as nossas escolhas de representantes, agirmos em prol do bem comum, afinal, o voto não é apenas o ato de apertar uma tecla diante de uma urna eletrônica e sim a de caracterizar que todo poder emana do povo e é ele que determina que a soberania popular seja exercida.
Essa premissa ganha especial importância em um país marcado, nos últimos anos, por intenso ambiente de polarização política. Nesse cenário, o chamado voto qualificado não deve ser confundido com voto em determinada ideologia, partido ou candidato e sim no voto consciente e com base em informações corretas sobre os candidatos.
Portanto, votar de maneira qualificada exige informação ao se conhecer as atribuições do cargo em disputa, bem como compreender as responsabilidades institucionais de cada Poder, verificar propostas, conhecer o histórico público dos candidatos e distinguir promessas eleitorais de competências efetivamente atribuídas ao cargo.
Também significa compreender o funcionamento do sistema eleitoral, tendo as informações sobre as funções dos cargos eletivos, as atribuições dos três Poderes e os mecanismos de fiscalização do processo político. Por isso, não se deixe levar por uma eleição que se transforme em disputa exclusivamente emocional.
Por fim, caracteriza-se que votar exige do cidadão que ele pergunte sobre o candidato a escolher; confira corretamente as opções, compare as informações, bem como reconheça as incertezas a serem enfrentadas no país.
Acorda Brasil!
Vitalino Consultor
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