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Marcelo Talarico e Luis Resende deixam conselho de administração do BRB em meio a turbulência institucional

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 29 de jan.
  • 2 min de leitura
Divulgação/ Site BRB
Divulgação/ Site BRB

O Banco de Brasília (BRB) anunciou a renúncia, com efeitos imediatos, de Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende aos cargos de membros do conselho de administração da instituição. A informação foi divulgada na noite de quarta-feira, 28, por meio de fato relevante encaminhado ao mercado, em meio a uma série de movimentações na direção e na governança da instituição financeira pública.


Segundo o documento, as renúncias de Talarico e Resende também se estendem às funções que ambos ocupavam em comitês internos do banco, nos termos previstos pelo estatuto social do BRB. As saídas ocorrem poucas semanas após o acionista controlador, o Governo do Distrito Federal, convocar uma assembleia geral de acionistas para o dia 19 de fevereiro de 2026, com o objetivo de eleger um novo conselho de administração para o banco.


A assembleia será convocada para deliberar sobre a indicação de novos membros, entre eles Edison Garcia, Joaquim de Oliveira e Sérgio Nazaré, que foram sugeridos para compor o colegiado após as recentes mudanças no comando da instituição.


Reestruturação no comando


No início deste mês, o BRB já havia promovido alterações em seu comando executivo e no conselho. Raphael Vianna de Menezes foi eleito presidente do conselho de administração em caráter provisório, e Antônio José Barreto de Araújo Júnior assumiu a direção executiva de finanças, reforçando um processo de renovação na alta gestão do banco.


Contexto de crise e investigação


As mudanças na governança do BRB ocorrem em meio ao desdobramento de investigações envolvendo a instituição. Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, que mira supostas irregularidades na aquisição de carteiras de crédito consignado do Banco Master — operação que teria afetado negativamente o balanço do BRB e pode totalizar perdas superiores a R$ 10 bilhões, segundo apurações.


Fontes do mercado apontam que a pressão por maior transparência e um reposicionamento estratégico do banco público motivou o controle acionário a buscar uma recomposição do conselho com integrantes alinhados às novas diretrizes de governança e gestão de risco financeiro.


Repercussão e próximos passos


O BRB, por meio de seu comunicado oficial, reiterou o compromisso de conduzir suas atividades com “responsabilidade, ética e transparência”, garantindo que manterá seus acionistas e o mercado “tempestivamente informados” sobre atos relevantes. Ainda não há confirmação oficial sobre quem assumirá as cadeiras deixadas por Talarico e Resende até a assembleia de acionistas de fevereiro.


Com a saída dos dois conselheiros, o banco entra em um momento de transição delicado, marcado pela necessidade de restaurar a confiança do mercado e reforçar práticas de governança que respondam aos impactos das recentes investigações e mudanças internas.

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