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Ibaneis oferece até “elefante branco” e parque ecológico para cobrir rombo do BRB

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 25 de fev.
  • 2 min de leitura
Ibaneis Rocha/ MDB
Ibaneis Rocha/ MDB

Brasília — Em meio à crise financeira envolvendo o Banco de Brasília (BRB), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), encaminhou à Câmara Legislativa do Distrito Federal um projeto de lei que autoriza o uso de bens públicos como garantia para operações de crédito destinadas a reforçar o caixa da instituição financeira.



A medida ocorre após perdas bilionárias relacionadas a operações com o Banco Master, que entrou em colapso e foi alvo de intervenção do Banco Central do Brasil.


O impacto estimado nas contas do BRB varia entre R$ 5 bilhões e R$ 9 bilhões, segundo projeções divulgadas no âmbito da crise.



Imóveis públicos na lista


A proposta original enviada pelo Executivo previa a inclusão de 12 imóveis públicos como garantias.


Entre eles, áreas ambientais, terrenos estratégicos e até o Centro Administrativo do DF (Centrad), empreendimento que ficou conhecido como “elefante branco” por nunca ter sido plenamente utilizado.



Também estavam na lista áreas como o Parque Ecológico do Guará e imóveis sob administração da Novacap.


A inclusão de áreas verdes gerou forte reação de parlamentares e de setores da sociedade civil, que questionaram tanto a avaliação dos ativos quanto o risco de comprometimento do patrimônio público.



Projeto revisado


Diante da repercussão negativa, o governo apresentou uma versão revisada do texto, reduzindo o número de imóveis e retirando áreas de preservação ambiental da relação de garantias.


A nova proposta estabelece limite de até R$ 6,6 bilhões em operações de crédito, com possibilidade de participação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e outras instituições financeiras.



Debate político e tensão institucional


O caso provocou forte embate na Câmara Legislativa. Deputados de oposição criticaram a medida, alegando falta de transparência nas negociações que envolveram o BRB e o Banco Master.


Além disso, houve movimentações políticas que ampliaram a pressão sobre o governo, incluindo questionamentos formais sobre a condução das operações financeiras.



A proposta agora segue para análise nas comissões da Câmara Legislativa antes de eventual votação em plenário.


O episódio aprofunda o debate sobre os limites do uso de ativos públicos para socorrer instituições financeiras controladas pelo Estado e coloca o BRB no centro de uma das maiores crises políticas e econômicas recentes do Distrito Federal.

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