Guardanapos:BRB passou R$ 12 bilhões para o Master e recebeu guardanapo', diz ministro da Fazenda
- Vozes de Brasília
- há 5 horas
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A crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) ganhou novos desdobramentos após declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que classificou a situação como resultado de um suposto crime financeiro.
Em entrevista concedida na segunda-feira (27), o ministro afirmou que o BRB realizou operações bilionárias com o Banco Master e recebeu, em troca, ativos sem valor, utilizando a expressão "guardanapos" para ilustrar a falta de garantias reais.
Segundo Durigan, o banco
"passou R$ 12 bilhões para o Master e recebeu um papel que não valia nada",
destacando que as operações teriam provocado uma grave deterioração patrimonial da instituição financeira.
O ministro também ressaltou que o principal acionista do BRB é o Governo do Distrito Federal e que a União não utilizará recursos federais para cobrir os prejuízos do banco.
A crise teve origem em negociações realizadas entre 2024 e 2025 com o Banco Master.
Investigações apontam que parte significativa dos ativos adquiridos pelo BRB apresenta indícios de fraude ou baixa possibilidade de recuperação, levando a instituição a buscar uma solução financeira para evitar um agravamento da situação.
Para tentar estabilizar o banco, o Governo do Distrito Federal e o BRB negociam uma operação de crédito de aproximadamente R$ 6,6 bilhões, com participação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), medida autorizada após acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF).
O objetivo é preservar a continuidade das operações da instituição, considerada estratégica para o Distrito Federal por administrar programas sociais, crédito habitacional e a folha de pagamento do funcionalismo público.
Enquanto isso, o presidente do BRB mantém reuniões com o Banco Central para apresentar a situação financeira da instituição e buscar alternativas que garantam sua recuperação.
As investigações sobre as operações envolvendo o Banco Master continuam em andamento e deverão apontar responsabilidades pelos prejuízos bilionários registrados no banco público do Distrito Federal.
