Governo de Ibaneis no DF admitiu riscos em compra do Master e defendeu operação sem auditoria prévia
- Vozes de Brasília

- 24 de fev.
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Brasília, 23 de fevereiro de 2026
— O governo do Distrito Federal admitiu formalmente que havia riscos relevantes na tentativa de aquisição da maioria das ações do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
A manifestação ocorreu antes de a operação ser barrada pelo Banco Central do Brasil, o que elevou a tensão política e econômica em Brasília.
De acordo com documentos oficiais, o Executivo reconheceu incertezas relacionadas à qualidade dos ativos e à situação financeira do banco privado.
Apesar disso, defendia que uma auditoria mais aprofundada fosse realizada após a aprovação da transação — entendimento que passou a ser questionado por especialistas e por integrantes da oposição.
Riscos e impacto financeiro
O Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, enfrentava dificuldades de liquidez e questionamentos sobre parte de sua carteira de crédito.
A proposta previa que o BRB assumisse 58% do capital da instituição, ampliando sua presença no mercado nacional.
A negativa do Banco Central
impediu a consolidação da compra, mas o BRB já havia adquirido carteiras de crédito do Master.
Agora, há preocupação quanto ao impacto dessas operações no balanço do banco público, com necessidade de provisões e possível reforço de capital para preservar a solidez financeira da instituição.
Repercussão política
O caso gerou forte reação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Parlamentares protocolaram pedidos de investigação e até de impeachment contra o governador, alegando risco ao patrimônio público e questionando a condução da negociação.
A oposição sustenta que houve precipitação na análise do negócio e possível exposição indevida do banco público a ativos problemáticos.
Já aliados do governo defendem que a estratégia fazia parte de um plano de expansão do BRB e que os riscos são inerentes a operações financeiras dessa magnitude.
Cenário econômico e institucional
O episódio ocorre em um momento sensível para a economia do Distrito Federal.
O BRB é uma das principais instituições financeiras da região e tem papel estratégico no financiamento de políticas públicas e no crédito ao setor produtivo.
Analistas avaliam que o desfecho da crise poderá influenciar tanto o ambiente político quanto a credibilidade institucional do banco.
A necessidade de eventuais ajustes financeiros ou capitalização adicional ainda será debatida no âmbito do Executivo e do Legislativo local.
O caso segue repercutindo nos bastidores políticos de Brasília e deve continuar no centro do debate público nas próximas semanas.




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