Delação premiada pode entrar em cena após ex-presidente do BRB trocar advogado
- Vozes de Brasília

- há 19 horas
- 2 min de leitura

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, decidiu trocar sua equipe de defesa após ser preso no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A mudança levanta a possibilidade de uma nova estratégia jurídica, incluindo uma eventual negociação de delação premiada.
A substituição do advogado ocorre em meio ao avanço das investigações, que apuram um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras envolvendo negociações com o Banco Master. Nos bastidores, a troca é vista como um movimento típico de reavaliação da linha de defesa diante da gravidade das acusações.
Paulo Henrique Costa foi preso por decisão do Supremo Tribunal Federal, sob suspeita de participação em operações consideradas irregulares e sem lastro financeiro. As investigações apontam que ele teria recebido benefícios indevidos para viabilizar transações entre o BRB e instituições privadas.
Entre os indícios levantados pela investigação estão vantagens financeiras milionárias e possíveis repasses indiretos por meio de bens de alto valor. A Polícia Federal segue aprofundando a apuração sobre a extensão do esquema e os possíveis envolvidos.
Nova defesa, novos caminhos
No meio jurídico, a troca de advogado pode indicar desde divergências estratégicas até a busca por especialistas em acordos de colaboração. A delação premiada, nesse contexto, surge como uma alternativa que pode reduzir penas em troca de informações relevantes para as investigações.
Ainda não há confirmação oficial de que esse será o caminho adotado, mas a possibilidade já é considerada por analistas e acompanha o padrão de casos semelhantes no país.
Impacto político e institucional
O caso tem forte repercussão em Brasília, especialmente pelo papel estratégico do BRB no desenvolvimento econômico local. A depender dos desdobramentos, o escândalo pode atingir outros agentes públicos e privados.
As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.




Comentários