"De jeito nenhum a União vai assumir esse problema", diz Durigan sobre BRB
- Vozes de Brasília

- há 3 dias
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O governo federal voltou a afastar qualquer possibilidade de utilizar recursos da União para socorrer o Banco de Brasília (BRB). Em declaração nesta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a responsabilidade pela recuperação da instituição financeira é do Governo do Distrito Federal (GDF), principal acionista do banco.
Segundo o ministro, a União poderá colaborar apenas nas discussões envolvendo o sistema financeiro, mas não assumirá os custos de um eventual resgate do BRB. A posição reforça o entendimento do governo federal de que a solução para a crise deve ser conduzida pelo próprio GDF, em conjunto com os órgãos reguladores e o mercado financeiro.
Durigan também destacou que o Banco Central informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a situação do BRB não representa risco sistêmico para o sistema financeiro nacional.
Apesar disso, reconheceu que uma eventual deterioração da instituição teria impactos importantes para a população do Distrito Federal, motivo pelo qual vêm sendo discutidas alternativas para a recuperação patrimonial do banco.
Atualmente, o BRB negocia uma operação financeira envolvendo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e instituições privadas para viabilizar um plano de reestruturação e fortalecer sua situação patrimonial.
O objetivo é restabelecer a confiança do mercado e garantir a continuidade das operações da instituição.
Durante a entrevista, Durigan também voltou a fazer duras críticas às operações realizadas entre o BRB e o Banco Master, afirmando que a instituição brasiliense transferiu cerca de R$ 12 bilhões em uma operação que, segundo ele, resultou no recebimento de ativos sem valor econômico.
A declaração amplia a pressão sobre a gestão das operações que contribuíram para a atual crise enfrentada pelo banco.
A manifestação do Ministério da Fazenda ocorre em um momento decisivo para o futuro do BRB, enquanto o Governo do Distrito Federal busca concluir as medidas necessárias para viabilizar a recuperação financeira da instituição e preservar sua estabilidade.




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