Canibalização: Descarrilamento de trem reacende debate sobre investimentos no Metrô do Distrito Federal
- Vozes de Brasília

- há 3 dias
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O descarrilamento de um trem do Metrô do Distrito Federal, registrado na manhã de terça-feira (28), reacendeu o debate sobre as condições da infraestrutura do sistema metroviário da capital.
O episódio interrompeu parcialmente a circulação dos trens, provocou longas filas nas estações e afetou milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte público.
Em meio à crise, o deputado distrital Max Maciel (PSOL), presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da Câmara Legislativa, afirmou que o problema é resultado de um processo de sucateamento da companhia.
Segundo o parlamentar, uma vistoria realizada pela comissão identificou a prática de "canibalização" da frota, na qual trens fora de operação são desmontados para fornecer peças destinadas à manutenção de outras composições.
O relatório da CTMU aponta que o Metrô-DF possui 32 trens, mas apenas 19 operam nos horários de maior demanda.
Das 10 composições paradas, seis estariam sendo utilizadas exclusivamente como fonte de peças de reposição, em razão da dificuldade para encontrar componentes compatíveis com uma frota considerada tecnologicamente defasada.
O documento também afirma que a falta de investimentos compromete a segurança operacional e a qualidade do serviço prestado à população.
De acordo com o levantamento apresentado pela comissão, aproximadamente R$ 1 bilhão deixou de ser investido na renovação da frota e na modernização do sistema ao longo dos últimos anos.
Durante a ocorrência, a circulação dos trens ficou restrita até a Estação Asa Sul, obrigando passageiros com destino ao Plano Piloto a completar o trajeto por ônibus.
O Metrô-DF informou que o trem envolvido no incidente foi recolhido para análise técnica e que a operação foi normalizada ainda durante a tarde, após a conclusão dos trabalhos das equipes de manutenção.
O episódio amplia a pressão sobre o Governo do Distrito Federal para acelerar investimentos na modernização do sistema metroviário, considerado essencial para a mobilidade urbana de Brasília.




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