BRB vende R$ 5 bilhões em ativos para recompor liquidez após crise envolvendo o Banco Master
- Vozes de Brasília

- 8 de fev.
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Brasília — Em uma tentativa de reforçar sua liquidez em meio a uma crise de confiança no mercado financeiro, o Banco Regional de Brasília (BRB) concluiu a venda de cerca de R$ 5 bilhões em ativos próprios nos últimos meses, conforme apurado por VEJA e outros veículos de imprensa neste fim de semana.
A operação inclui a alienação de carteiras de crédito consignado, créditos de atacado e financimentos imobiliários — todos produtos originados pela própria instituição financeira, segundo fontes familiarizadas com a transação. O banco, porém, não divulgou detalhes sobre os compradores ou estrutura dos negócios.
Motivações da Venda
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que a medida foi motivada por pressões de liquidez associadas à crise desencadeada pela compra de ativos do extinto Banco Master, operação que enfrenta investigação por suspeita de fraude financeira.
A aquisição das carteiras de crédito do Master — que depois se revelou cheia de inconsistências e sobrevalorização — abalou a confiança de investidores e clientes, impactando o fluxo financeiro do BRB. A venda dos ativos surgiu como forma de recompor a liquidez e sinalizar ao mercado uma postura mais conservadora diante das incertezas.
Crise e Recomposição de Capital
Na última sexta-feira (6), a instituição apresentou ao Banco Central do Brasil um plano de ação para reforçar seu capital e fortalecer indicadores de liquidez, como exigido pelo órgão regulador. O documento prevê um conjunto de medidas a serem executadas em até 180 dias, incluindo possíveis aportes financeiros caso seja comprovada a necessidade de capitalização adicional.
Entre as opções listadas pelo BRB para reforçar o caixa estão:
Criação de um fundo imobiliário com ativos vinculados ao Governo do Distrito Federal;
Contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC);
Aporte direto dos controladores, especialmente pelo Governo do Distrito Federal (GDF) — controlador majoritário do banco com cerca de 71,9% das ações.
O banco ressaltou em comunicado que os valores definitivos do reforço de capital só serão determinados após a conclusão das investigações em curso sobre as operações com o Banco Master.
Impacto no Mercado e Percepção Pública
A revelação de que algumas das carteiras adquiridas do Banco Master foram compradas por valores muito superiores ao seu valor real levou a questionamentos sobre a qualidade dos ativos adquiridos e a governança do BRB. A situação desencadeou buscas por maior transparência e segurança, tanto por parte dos investidores quanto de clientes da instituição.
Embora a venda dos ativos tenha aliviado parte da pressão sobre a liquidez, analistas de mercado avaliam que a reputação do banco dependerá de medidas adicionais que reforcem a confiança do público e a solidez de seu balanço financeiro.
O Que Está em Jogo
O caso expõe riscos associados a operações de aquisição de carteiras de crédito, especialmente quando envolve instituições que depois entram em crise ou são alvo de investigação. Para o BRB, a recomposição de liquidez é vista como prioridade para estabilizar suas operações e evitar impactos mais profundos nos índices exigidos pelo Banco Central. �




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