Banco Master comprou terreno por R$ 22 milhões e revendeu ao BRB por R$ 118 milhões
- Vozes de Brasília

- 30 de jan.
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Uma operação imobiliária envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) chamou a atenção do mercado financeiro e de órgãos de controle. Segundo revelou a colunista Natália Portinari, do UOL Economia, o Banco Master adquiriu um terreno por R$ 22 milhões e, posteriormente, o revendeu ao BRB por R$ 118 milhões — uma valorização de mais de 430% em um curto espaço de tempo.
O negócio faz parte de um conjunto de transações que vêm sendo analisadas no contexto da relação entre as duas instituições financeiras. A discrepância entre os valores pagos na compra e na venda do imóvel levanta questionamentos sobre critérios de avaliação, governança e eventual prejuízo ao banco público, que administra recursos ligados ao Distrito Federal.
Especialistas ouvidos pelo mercado avaliam que operações dessa natureza exigem justificativas técnicas robustas, como laudos independentes de avaliação imobiliária, estudos de viabilidade econômica e demonstração clara do interesse público. Em bancos estatais, esse tipo de transação costuma ser ainda mais sensível, uma vez que envolve dinheiro público e está sujeita a fiscalização de tribunais de contas e do Banco Central.
O BRB informou, em manifestações anteriores sobre negócios semelhantes, que todas as operações seguem critérios técnicos e legais. Já o Banco Master sustenta que suas transações são realizadas dentro das regras de mercado. Ainda assim, o caso reforça o clima de desconfiança em torno de operações entre instituições privadas e bancos públicos, especialmente quando há ganhos expressivos para uma das partes.
O episódio ocorre em meio a um momento delicado para o sistema financeiro local, com investigações, denúncias e questionamentos sobre a gestão e o destino de bilhões de reais. Para especialistas em governança, o caso evidencia a necessidade de maior transparência, controle e prestação de contas em operações imobiliárias e financeiras envolvendo bancos estatais.
A expectativa é que o negócio seja analisado com mais profundidade pelos órgãos de fiscalização, a fim de esclarecer se houve sobrepreço, falhas de gestão ou eventual dano ao erário.




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