A sua empresa já está preparada para os novos tributos que já estão em vigor no país?
- Vozes de Brasília

- há 6 dias
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A entrada em vigor dos novos tributos no Brasil marca uma das mais profundas transformações do sistema fiscal das últimas décadas.
Para as empresas, o momento exige planejamento, leitura estratégica e decisões técnicas bem fundamentadas e realizadas por administrador capacitado.
Mais do que cumprir obrigações, trata-se de proteger os resultados de sua empresa, manter a competitividade e aproveitar as oportunidades legítimas do novo modelo tributário brasileiro.
Análise jurídico-tributária inicial da empresa
O primeiro passo é compreender como a nova legislação afeta a realidade específica da empresa.
Uma análise jurídico-tributária inicial permite identificar os riscos, os impactos financeiros e pontos de atenção imediatos.
Esse diagnóstico funciona como um mapa, orientando decisões seguras e evitando improvisações que podem gerar passivos tributários futuros, que incluem pesadas multas.
Revisão do enquadramento tributário atual
É fundamental revisar o regime vigente — Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional — e avaliar como se dará a migração para o sistema da CBS e do IBS.
Cada modelo apresenta para a sua empresa impactos distintos na carga tributária, no fluxo de caixa e na apuração de créditos, tornando essa revisão um passo decisivo.
A importância do advogado tributarista
A consulta ou contratação de um advogado tributarista torna-se estratégica.
Esse profissional é essencial para elaborar pareceres técnicos sobre itens passíveis de creditamento, prevenindo interpretações equivocadas e assegurando o aproveitamento correto dos créditos previstos na nova legislação.
Mapeamento das operações tributadas
Se torna essencial o mapeamento de todas as operações da empresa: venda de bens, prestação de serviços, importações, revendas e aquisição de insumos.
Esse levantamento detalhado permite entender onde incidem os tributos e como se formam os créditos ao longo da cadeia produtiva.
Identificação de operações isentas ou não tributadas
Da mesma forma, é indispensável identificar operações isentas, imunes ou não tributadas.
Saber exatamente o que não gera crédito evita expectativas equivocadas e contribui para projeções financeiras mais realistas.
Revisão de contratos com fornecedores e clientes
Os contratos firmados antes da nova legislação devem ser analisados com atenção.
Cláusulas de reajuste, repasse tributário e adequação fiscal precisam estar alinhadas às novas regras, reduzindo conflitos e assegurando segurança jurídica nas relações comerciais.
Verificação de regimes específicos por setor
Por fim, empresas devem verificar se o seu setor conta com regimes específicos, como ocorre nos segmentos de agronegócio, transporte, educação, saúde e energia.
Esses tratamentos diferenciados podem alterar significativamente a carga tributária e devem ser considerados no planejamento.
A adaptação aos novos tributos não é apenas um desafio, mas também uma oportunidade de organização, eficiência e fortalecimento da gestão.
Com informação, apoio técnico e planejamento, as empresas podem atravessar essa transição com confiança e solidez.
Sebastião Vitalino da Silva
Administrador CRADF n° 023239
@vitalinoconsultoria




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