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Venda de medicamentos em supermercados avança no Congresso e segue para sanção presidencial

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    Vozes de Brasília
  • há 3 dias
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Projeto aprovado pela Câmara autoriza instalação de farmácias dentro de supermercados, exige presença de farmacêutico e cumprimento das normas da Anvisa; medida divide parlamentares e setor da saúde.



Venda de medicamentos em Supermercados
Venda de medicamentos em Supermercados


Projeto aprovado pela Câmara dos Deputados autoriza instalação de farmácias dentro de supermercados, exige presença de farmacêutico e cumprimento das normas sanitárias; medida divide parlamentares e setor da saúde.



A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que permite a instalação e funcionamento de farmácias e drogarias dentro de supermercados em todo o país. O texto já havia passado pelo Senado Federal e agora segue para sanção do presidente da República.



A proposta estabelece que os medicamentos não poderão ser vendidos diretamente nas gôndolas comuns do supermercado.


O funcionamento deverá ocorrer em um espaço físico separado, exclusivo para a atividade farmacêutica, com controle específico de acesso e armazenamento adequado.



Entre as exigências previstas estão a presença obrigatória de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento e o cumprimento integral das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), incluindo regras de temperatura, conservação, rastreabilidade e dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial.



O relator do projeto, deputado Dr. Zacharias Calil, defendeu que a medida amplia o acesso da população a medicamentos, especialmente em municípios menores e regiões onde há escassez de farmácias.


Segundo ele, o texto não flexibiliza exigências técnicas e mantém os critérios sanitários já aplicados às drogarias tradicionais.



A proposta, no entanto, gerou forte debate no plenário.


Parlamentares contrários, como a deputada Maria do Rosário, argumentam que a iniciativa pode estimular a automedicação e transformar medicamentos em produtos de consumo comum, aproximando-os de uma lógica puramente comercial.



Entidades da área da saúde também demonstraram preocupação.


O Conselho Nacional de Saúde manifestou receio de que a mudança impacte a política de uso racional de medicamentos. Por outro lado, o Conselho Federal de Farmácia avaliou que, com a exigência de estrutura própria e profissional habilitado, a medida pode ser implementada sem prejuízo à segurança sanitária.



Caso seja sancionada, a nova regra deve provocar mudanças significativas no setor varejista e farmacêutico, ampliando a concorrência e alterando a dinâmica de acesso da população aos medicamentos no Brasil.

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