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UnB avalia colocar terreno à venda e desperta interesse de grandes construtoras

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 5 de jan.
  • 2 min de leitura
UnB divulgação/site
UnB divulgação/site

BRASÍLIA — Em um movimento que deve impactar o setor imobiliário e as finanças de uma das principais instituições de ensino superior do país, a Universidade de Brasília (UnB) anunciou que planeja, ao longo de 2026, colocar à venda um de seus mais valiosos ativos imobiliários, localizado no coração do Plano Piloto.


A área em questão é a SQN 207, a última quadra residencial totalmente vazia da Asa Norte — um dos bairros mais valorizados da capital federal. Com cerca de 8.800 m², o terreno pode comportar até 12 prédios residenciais, e estudos internos indicam que a comercialização futura desses imóveis pode superar R$ 2 bilhões, segundo estimativas do mercado imobiliário local.


A UnB também avalia a possibilidade de vender um terreno comercial de 28 mil m² no início da Asa Norte, próximo ao Eixo Monumental, área estratégica a cerca de 4 km dos principais órgãos públicos do país, o que aumenta ainda mais o potencial de retorno da operação.


Estratégia financeira e independência institucional


O patrimônio imobiliário da UnB é resultado de uma política histórica de acumulação de bens desde sua fundação por Darcy Ribeiro, com o objetivo de assegurar independência financeira à universidade. Hoje, a instituição administra cerca de 1,5 mil apartamentos para locação, além de diversos prédios comerciais, que respondem por aproximadamente 40% do orçamento anual.


O processo de venda dos terrenos normalmente envolve três etapas:


1. Oferta do lote,



2. Estudo executivo para definição de critérios e normas,



3. Leilão com participação de empresas do setor.

A vencedora fica responsável pela construção dos empreendimentos e repassa parte das unidades à UnB ou imóveis em outros locais.




Para maximizar o retorno financeiro e estruturar a operação, a universidade contratou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em um acordo que envolveu cerca de R$ 1,8 milhão para realização dos estudos e gestão do processo.


Desafios e divergências no mercado


A iniciativa, no entanto, tem gerado desafios e debates entre o setor da construção civil e dentro da própria universidade. Alguns segmentos questionam detalhes do edital e os critérios de partilha dos imóveis, apontando diferenças entre os interesses institucionais da UnB — que depende de receitas com aluguel — e o apetite dos agentes privados, que buscam produtos altamente atrativos para compradores finais.


A decisão também gerou discussão interna sobre a melhor forma de conciliar a preservação do patrimônio com a necessidade de recursos para a manutenção e expansão das atividades acadêmicas e administrativas.


O que esperar em 2026


Com o processo previsto para avançar ao longo do ano, a expectativa é de que grandes construtoras com atuação em Brasília participem das etapas de estudo e leilão, com propostas que podem transformar o cenário imobiliário da Asa Norte. Caso as negociações avancem conforme o planejado, o mercado imobiliário local pode acompanhar um dos maiores movimentos de valorização imobiliária dos últimos anos na capital federal.

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