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Quase 6 milhões de pessoas não conseguem movimentar a conta e fazer transferências após liquidação do Will Bank

  • Foto do escritor: George Medeiros
    George Medeiros
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Divulgação Will Bank
Divulgação Will Bank


Em um desdobramento preocupante para milhares de clientes, a liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central na última quarta-feira (21), deixou milhões de pessoas sem acesso às contas, impedindo transferências, pagamentos e demais operações bancárias rotineiras. A decisão, que integra o processo de dissolução da instituição financeira associada ao Banco Master, gerou grande instabilidade e muitas dúvidas sobre direitos e ressarcimentos.


A fintech digital, que reunia cerca de 12 milhões de clientes em todo o país, teve suas operações inteiramente interrompidas após constatação de insolvência e falhas estruturais que inviabilizaram sua continuidade no Sistema Financeiro Nacional. Usuários relatam que, desde a decretação da liquidação, não conseguem movimentar suas contas, realizar transferências, fazer PIX ou usar cartões de crédito — situações que impactam diretamente o dia a dia financeiro de quase 6 milhões de pessoas, considerando aqueles com saldos bloqueados e sem aplicações financeiras tradicionalmente cobertas por garantias.


O que acontece com o dinheiro dos clientes


Para quem mantinha recursos em conta corrente, poupança ou investimentos no Will Bank, o caminho para recuperar o dinheiro será o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que atua como uma espécie de seguro para depositantes em casos de liquidação ou falência de instituições financeiras. O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição — cobertura que inclui depósitos e aplicações elegíveis como CDB, LCI e LCA.


Apesar da garantia, nem todos os clientes terão o ressarcimento pelo FGC: a devolução prevista pelo fundo depende da condição de cada conta e de quando os valores foram aplicados. Conforme comunicado que circulou na imprensa, clientes que não tinham investimentos financeiros diretamente elegíveis ao FGC podem ficar fora do mecanismo tradicional — nesses casos, a devolução dos valores deve ser organizada pelo próprio Will Bank por meio do processo de liquidação conduzido pelo liquidante nomeado pelo Banco Central.


Limites e consolidação de crédito no mesmo grupo financeiro


Um complicador adicional para muitos correntistas é que o Will Bank fazia parte do mesmo conglomerado financeiro que o Banco Master, que já havia sido liquidado em novembro de 2025. O FGC considera todos os créditos de um mesmo grupo econômico para aplicar o limite de garantia única de R$ 250 mil por CPF/CNPJ, o que significa que clientes que já receberam valores pelo caso do Master podem não ter direito a novo ressarcimento adicional pelo Will Bank, mesmo tendo saldos ou aplicações separados nas duas instituições.


Processo de ressarcimento e prazos


O resgate dos valores via FGC — ou, nos casos específicos, por meio do próprio Will Bank — ainda não tem prazo definido para início, mas especialistas destacam que, historicamente, o processo pode levar semanas ou até meses até que informações sejam consolidadas e os pagamentos liberados. O cliente precisará, em geral, acessar o aplicativo oficial do FGC, fazer cadastro e confirmar dados bancários para que o crédito seja feito por TED ou PIX após validação.


Enquanto isso, correntistas seguem com recursos bloqueados, sem acesso a serviços bancários básicos, e muitos enfrentam apreensão sobre como reorganizar suas finanças diante da crise — que já é considerada uma das mais impactantes recentes no sistema financeiro brasileiro.

 
 
 

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