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Polícia Civil frustra plano de ataque terrorista em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 2 de fev.
  • 2 min de leitura
PCERJ./ Divulgação
PCERJ./ Divulgação


Por Vozes de Brasília — Brasília, 2 de fevereiro de 2026


Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) impediu nesta segunda-feira (2) a execução de um plano de ataque terrorista que estava sendo articulado para ocorrer simultaneamente em Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). A ação, batizada de Operação Break Chain, foi deflagrada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e resultou na prisão de três pessoas, com dezenas de mandados de busca e apreensão cumpridos em diferentes localidades.


Plano terrorista e investigação


Segundo as investigações, os suspeitos integravam um grupo autodenominado “Geração Z”, que compartilhava mensagens em redes sociais e grupos de comunicação com conteúdos radicais e orientações sobre a fabricação de artefatos incendiários improvisados, como coquetéis molotov e bombas caseiras contendo pregos e bolas de gude. O conteúdo analisado pela polícia indicava a intenção de realizar ataques coordenados em diferentes capitais do país, em locais com grande circulação de pessoas e relevância política e institucional.


No Rio de Janeiro, o principal alvo identificado seria a área em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro da capital fluminense, onde ações teriam sido previstas para o início da tarde desta segunda-feira.


Modo de atuação e perfil do grupo


De acordo com as autoridades, embora o grupo se apresentasse como apartidário e com discurso anticorrupção, a análise das conversas e materiais apreendidos revelou que os integrantes incentivavam ações que configuram delitos graves, como incitação ao crime, associação criminosa e fabricação ou posse de artefatos explosivos ou incendiários.


As investigações ainda apontam que esses grupos usavam linguagens codificadas e estruturas de comunicação em plataformas digitais para atrair novos membros e coordenar planos de violência com fins claros de causar pânico, desordem e perturbação da ordem pública.


Prisões e apreensões


Até o momento, três suspeitos foram presos preventivamente. As diligências foram realizadas em endereços na capital fluminense, na Região Metropolitana e em áreas do interior do estado do Rio de Janeiro. A polícia busca agora identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a investigação para entender a extensão da organização e seus objetivos finais.


Repercussão e preocupação das autoridades


Autoridades policiais e de segurança pública afirmam que a operação destaca a necessidade de vigilância constante sobre redes onde conteúdos radicalizados são disseminados, especialmente em ambientes virtuais onde grupos organizam planejamento de ações violentas. A ação também reforça a importância da cooperação entre unidades especializadas, como a DRCI, que monitora crimes cibernéticos e preparatórios de ações de grande impacto social.


Contexto mais amplo no Brasil


O caso ocorre em um contexto nacional em que a prevenção de atos violentos e extremistas tem sido prioridade das forças de segurança. Embora atentados terroristas de grande escala sejam raros no Brasil, a identificação de grupos que incentivam a violência e a radicalização ideológica tem preocupado especialistas em segurança pública e autoridades.

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