top of page

Polícia Civil apura mortes de pacientes em UTI do DF ocorridas durante plantões

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Imagens de câmeras de segurança de hospital foram usadas na investigação da Polícia Civil do DF
Imagens de câmeras de segurança de hospital foram usadas na investigação da Polícia Civil do DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está investigando a morte de três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), como possíveis homicídios dolosos cometidos por técnicos de enfermagem que atuavam nos plantões da unidade.


👩‍⚕️ O que a investigação aponta


Segundo as autoridades, o caso, que ganhou o nome de Operação Anúbis, apura que os suspeitos teriam aplicado substâncias letais ou em doses incompatíveis com protocolos médicos diretamente na veia das vítimas, provocando paradas cardiorrespiratórias e mortes. Há indícios de que parte dessas condutas ocorreu de forma organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos.


Em pelo menos um dos episódios investigados, o principal suspeito utilizou o login de um médico no sistema do hospital para prescrever medicamentos irregularmente, retirou o produto na farmácia da unidade, escondeu os frascos no jaleco e os aplicou nos pacientes. Em determinados casos, segundo fontes da investigação, chegou a injetar desinfetante hospitalar repetidas vezes na veia de uma vítima após doses iniciais não terem causado morte imediata.


Além disto, há registros de que o técnico realizava manobras de reanimação simuladas após provocar as paradas cardíacas, como forma de disfarçar a ação criminosa.


👥 Suspeitos e prisões


Foram presos temporariamente três técnicos de enfermagem — dois na primeira fase da operação em 11 de janeiro e outro na segunda fase em 15 de janeiro de 2026 — todos desligados do hospital.


Segundo o delegado responsável, o principal investigado é Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, apontado como quem teria liderado ou executado a maior parte das ações criminosas. As duas técnicas de enfermagem que o acompanhavam, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, e Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, também estão sob investigação por participação ou auxílio nos atos.


A PCDF já indicou que os três devem responder por homicídio qualificado, com agravantes pelo uso de meio insidioso e pela impossibilidade de defesa das vítimas, que estavam acamadas e sob cuidados intensivos. Cada crime pode resultar em longas penas de prisão caso sejam formalmente denunciados e condenados.


🧪 Vítimas e contexto


As mortes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025, dentro dos leitos da UTI do Hospital Anchieta, e envolveram pacientes que estavam internados por quadros variados de saúde. Até o momento, três óbitos estão oficialmente confirmados como relacionados à investigação. A PCDF nega que haja 20 ou mais mortes ligadas ao caso, conforme circulou em algumas especulações — o foco atual permanece nas três mortes identificadas.


🏥 Apuração interna e colaboração


O hospital afirmou que instaurou uma investigação interna após notar circunstâncias atípicas nas ocorrências, especialmente por meio de análise de prontuários e imagens de câmeras de segurança. A partir desses indícios, a direção formalizou a comunicação à polícia e colaborou com as autoridades no andamento do inquérito, que corre em segredo de justiça.


🔍 Próximos passos das investigações


As autoridades ainda trabalham para identificar a motivação dos crimes e apurar se houve participação de outras pessoas ou ocorrências semelhantes em outras unidades hospitalares onde os suspeitos possam ter trabalhado anteriormente. Perícias em dispositivos apreendidos e análises forenses seguem como elementos centrais para aprofundar a apuração.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page