Pancreatite: Anvisa alerta para risco grave associado ao uso indevido de “canetas emagrecedoras”
- Vozes de Brasília

- 9 de fev.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta de farmacovigilância chamando atenção para os riscos do uso inadequado das chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos injetáveis populares no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. O comunicado reforça que o uso sem acompanhamento médico pode provocar efeitos adversos sérios, incluindo pancreatite aguda, uma inflamação grave do pâncreas.
Segundo a Anvisa, os medicamentos pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1, como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Embora aprovados e utilizados em tratamentos médicos legítimos, o crescimento do uso indiscriminado para fins estéticos tem gerado preocupação entre autoridades sanitárias.
Aumento de notificações preocupa agência
A agência informou que o sistema de monitoramento de eventos adversos (VigiMed) registrou um aumento de notificações relacionadas a complicações possivelmente associadas ao uso desses medicamentos. Entre os casos analisados, houve registros suspeitos de pancreatite e até mortes em investigação, o que motivou o alerta nacional.
A Anvisa ressaltou que nem todas as notificações confirmam ligação direta com os medicamentos, mas o volume crescente de relatos exige maior atenção da população e dos profissionais de saúde.
Sintomas de pancreatite exigem atendimento imediato
O alerta reforça que a pancreatite pode evoluir rapidamente e exige atendimento médico urgente. Entre os principais sintomas estão:
dor abdominal intensa, podendo irradiar para as costas
náuseas e vômitos persistentes
febre e mal-estar
perda de apetite
Caso haja suspeita, a orientação é interromper o uso e buscar assistência médica imediatamente.
Uso deve ser controlado e com prescrição
A Anvisa reforça que as canetas devem ser usadas apenas com prescrição médica, respeitando as indicações aprovadas em bula e com acompanhamento contínuo. A agência lembra ainda que já existem regras para controle de venda, incluindo a exigência de retenção de receita em farmácias, medida criada para reduzir o consumo sem orientação.
Apesar do alerta, o órgão afirma que o benefício desses medicamentos continua sendo maior do que os riscos, desde que o uso seja feito corretamente, com supervisão profissional.
O comunicado serve como alerta diante do aumento do uso indiscriminado e reforça que medicamentos não devem ser utilizados como “atalho” para emagrecimento rápido, especialmente quando envolvem riscos graves à saúde.




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