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O Fertilizante virou Ativo Geopolítico: Como a Agrosumma lê a convergência de riscos de Março de 2026

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 27 de mar.
  • 2 min de leitura
Ernane Neto, COO da Agrosumma
Ernane Neto, COO da Agrosumma






Não estamos mais falando de volatilidade comum. O que vemos neste fechamento de março de 2026 é uma convergência de choques estruturais que desafia a base do agronegócio brasileiro.



Como COO da Agrosumma, acompanho diariamente o painel de preços e logística, e o diagnóstico é claro: a segurança de suprimentos hoje vale tanto quanto o preço do insumo.



A escalada no Oriente Médio e as restrições severas de exportação da China criaram um "efeito tesoura" na oferta global.


Os números que definem o cenário agora (Março/2026):


Ureia sob pressão: No Oriente Médio (FOB), os preços saltaram para a faixa de US

710/t. No Sudeste Asiático, já rompemos a barreira dos US$ 750/t nesta última semana de março.



Fosfatados e Enxofre: O DAP (CFR Tailândia) atingiu os US$ 850/t, empurrado pela alta do enxofre e pelos custos de energia.



A Muralha Chinesa: A decisão de Pequim de restringir misturas nitrogenadas-potássicas e fosfatos não é apenas comercial, é estratégica.


A China retirou liquidez do mercado global para garantir sua inflação doméstica, deixando o Brasil em uma posição de exposição máxima.


Onde o risco se torna operacional?


O Brasil importa cerca de 85% de seus fertilizantes. No caso do potássio, a dependência beira os 97%. Em 2025, trouxemos mais de 45 milhões de toneladas para sustentar nossa produtividade. Em março de 2026, o desafio não é apenas o custo do produto, mas o custo do frete e o prêmio de risco marítimo.



Rotas críticas, como o Estreito de Ormuz, impõem desvios que encarecem a logística e desorganizam o planejamento da safra.


Na Agrosumma, nossa prioridade tem sido converter essa incerteza em estratégia de disponibilidade.


O Olhar da Agrosumma para o Produtor:


1- Além do Preço: Não basta gerenciar o custo; é preciso gerenciar o risco de falta de produto. O planejamento de compra e o hedge precisam ser antecipados.



2- Eficiência Logística: Em momentos de crise nas rotas globais, a inteligência na recepção e distribuição interna no Brasil torna-se o grande diferencial competitivo.



3- Soberania Produtiva: O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) olha para 2050, mas o agro brasileiro precisa de soluções para as próximas safras.


Precisamos acelerar a execução e atrair investimentos que diminuam nossa vulnerabilidade externa.


Fertilizantes deixaram de ser apenas insumos químicos; tornaram-se ferramentas de política nacional e poder geopolítico.


Na Agrosumma, estamos atentos a cada movimento desse tabuleiro para garantir que o agro brasileiro continue sendo a potência que o mundo precisa, mas com a segurança que o nosso produtor merece.


Ernane Neto

COO – Agrosumma

17 comentários


James Castro - Investimentos
28 de mar.

Boa reflexão sobre os custos prescionados do agro.

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Marcos Moraes - CEO H$TC
28 de mar.

TOP irmão, é com visão geopolítica e conhecimento técnico que se define a situação do mercado e os próximos passos para fortalecer o Agronegócio.


Parabéns! Tmj!!!


Deus nos abençoe & bons negócio$!!!


🇧🇷🚀👊🏽🎯🙏🏽


Editado
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Ernane Neto
30 de mar.
Respondendo a

Gratidão pela Leitura!

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Juliano Cruz
28 de mar.

Excelente, Ernane!

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Aline Araújo
28 de mar.

Parabéns, excelente artigo!

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Juliana Lisboa
28 de mar.

Parabéns!

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