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O agro brasileiro pode PERDER dinheiro com o acordo Mercosul–UE (e ninguém está falando disso)

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 4 de mai.
  • 1 min de leitura


O agro brasileiro pode PERDER dinheiro com o acordo Mercosul–UE (e ninguém está falando disso)



Todo mundo comemorando os tais US$ 1 bilhão


Mas deixa eu te provocar:



E se isso for irrelevante pra maioria?


Sim. Irrelevante.


Porque esse acordo não vai beneficiar “o agro”.

Vai beneficiar quem já está pronto.


---


A verdade que incomoda


O acordo entre Mercosul e União Europeia abre mercado.


Mas não resolve:


* Falta de estrutura

* Falta de padrão internacional

* Falta de estratégia comercial


Resultado?


Quem não estiver preparado vai virar espectador de exportação.


---


O risco real (e silencioso)


Enquanto você comemora vender mais lá fora…


A Europa começa a entrar aqui dentro.


E diferente de nós, eles vêm com:


* Marca forte

* Produto agregado

* Padrão elevado

* Estratégia consolidada


Ou seja:

não é só oportunidade… é competição direta.


---


Vai acontecer o óbvio


Uma minoria vai:


* Escalar exportação

* Aumentar margem

* Virar player global


Enquanto a maioria vai:


* Continuar brigando por preço

* Dependendo de intermediário

* Perdendo espaço no próprio mercado


---


A pergunta que ninguém quer fazer


Se abrir mercado fosse suficiente…


Por que o Brasil ainda exporta tanto e ganha tão pouco na cadeia?


---

Conclusão (sem romantizar)


Esse acordo não vai salvar ninguém.


Ele só vai:


acelerar quem já está preparado

expor quem não está


Simples. Cru. Real.


---


Agora quero ver:


Você acha que o agro brasileiro está pronto pra competir de verdade com a Europa

ou ainda estamos jogando jogo de commodity?


Por Ernane Neto


Empresário, cofundador da Agrosumma, colunista, conselheiro no EBC e especialista em conexões de alto impacto no agronegócio.

7 comentários


Augusto Bandeira
06 de mai.

Boa… Esse tema não é tão simples quanto “abrir mercado e ganhar mais”. Tem cota, exigência, padrão europeu… e nem todo mundo vai conseguir surfar essa onda de cara. Enquanto isso, a concorrência aumenta aqui dentro. No fim, vai se dar bem quem estiver mais preparado.

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Luiz Sodré
05 de mai.

Eu concordo, quem está pronto vai aproveitar, mas esperou 30 anos se preparando, não para o acordo, mas para colocar o produto exportando! O acordo é mais uma oportunidade, limitada, mas não é a única e aqueles que não estão preparados devem buscar evoluir e os que vem oportunidades com os demais produtores não preparados devem explorar a oportunidade! Minha opinião

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Ernane Neto
05 de mai.
Respondendo a

Luiz Concordo! Para quem não está preparado, você acredita que o caminho mais rápido é a cooperativa ou a consultoria de estruturação financeira?

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Marcos Moraes
04 de mai.

Ótima provocação, Ernane!


Concordo com o diagnóstico, tem um ponto anterior a tudo isso: o agro brasileiro é extremamente competente da porteira pra dentro.


O problema é que da porteira pra fora, grande parte dos pequenos e médios produtores nem chega a sentar à mesa de negociação.


Falta estrutura e conhecimento operacional pra se posicionar como player (exportador) e estrutura financeira pra sustentar essa operação — capital de giro, proteção cambial, estruturação de recebíveis....


O acordo abre as portas, mas quem não tem isso organizado nem chega a mesa de negociação.


E esperar a janela de transição pra começar a se preparar já é chegar atrasado — pois quem chega primeiro e está estruturado bebe água limpa.


Oportunidade sem estruturação…

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Ernane Neto
05 de mai.
Respondendo a

Mestre! Sua análise sobre a "porteira para fora" é cirúrgica. Sem estrutura financeira e proteção cambial, o potencial produtivo morre na mesa de negociação.

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Convidado:
04 de mai.

Alguém precisava falar...!

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Bessa
04 de mai.

Muito informativo

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