Moraes troca número de celular antes de vir à tona escândalo envolvendo Vorcaro
- Vozes de Brasília

- 9 de mar.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, trocou seu número de telefone celular no dia 9 de fevereiro, pouco antes de ganhar repercussão pública o caso envolvendo mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A mudança ocorreu semanas antes de surgirem informações sobre possíveis contatos entre o magistrado e o empresário investigado no caso relacionado ao Banco Master.
As conversas teriam sido encontradas durante a análise de celulares apreendidos pela Polícia Federal em investigações que envolvem o banqueiro.
Registros indicariam o envio de mensagens para um contato identificado como sendo do ministro, inclusive no mesmo dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025.
Diante da repercussão, Moraes negou que as mensagens tenham sido enviadas ao seu telefone. A assessoria do ministro afirmou que a análise técnica não comprova que o número citado nos registros pertença a ele.
Uma das linhas de defesa apresentadas pelo magistrado envolve a forma como os arquivos foram organizados na perícia digital. Segundo essa versão, as mensagens estariam armazenadas em pastas vinculadas a outros contatos, o que indicaria que ele não seria o destinatário direto das conversas.
Especialistas, no entanto, apontam que softwares de perícia costumam organizar arquivos por características técnicas e não necessariamente pelo destinatário final.
A controvérsia ganhou novos contornos após declarações da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O nome dela aparece em uma das pastas mencionadas na análise digital, mas a advogada afirmou publicamente que nunca recebeu mensagens de Vorcaro.
O episódio faz parte de um conjunto maior de investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador.
As informações extraídas dos celulares do empresário seguem sendo analisadas pelas autoridades e também passaram a despertar interesse de parlamentares que acompanham os desdobramentos do caso.
Enquanto a apuração continua, o episódio aumenta a pressão política e jurídica em torno das relações entre autoridades públicas e investigados em grandes operações financeiras.




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