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Master-BRB: contrato de escritório de Ibaneis com Reag turbina a crise no DF

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 11 de mar.
  • 2 min de leitura
Ibaneis Rocha MDB/Divulgação
Ibaneis Rocha MDB/Divulgação


A crise política envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master ganhou um novo capítulo após a revelação de um contrato milionário firmado entre o escritório de advocacia ligado ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e um fundo associado à gestora Reag Trust.


O acordo, estimado em cerca de R$ 38 milhões, ampliou a pressão política sobre o governo local e intensificou o debate sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo instituições financeiras e agentes públicos.



De acordo com as informações divulgadas, o contrato foi firmado em maio de 2024 e envolveu a cessão de direitos de honorários advocatícios ligados a precatórios que ainda não haviam sido recebidos.


Esses créditos estão relacionados a uma ação judicial movida por um sindicato de servidores do Legislativo federal, cuja decisão gerou um precatório de aproximadamente R$ 381 milhões contra a União.



Nesse tipo de operação, escritórios de advocacia negociam antecipadamente o direito de receber valores futuros — normalmente com desconto — para fundos de investimento interessados em adquirir esses créditos.


No caso em questão, o deságio teria sido de cerca de 73%, o que significa que os direitos foram vendidos por um valor significativamente inferior ao potencial total de recebimento.



Ligação com investigação financeira


A repercussão política do caso ganhou força porque o fundo comprador estaria ligado à gestora Reag Trust, empresa citada em investigações relacionadas ao Banco Master.


A instituição tem sido alvo de apurações sobre possíveis irregularidades financeiras e movimentações consideradas atípicas.



O episódio ocorre em meio à turbulência envolvendo o Banco de Brasília e discussões políticas sobre operações financeiras e relações institucionais entre o banco público do Distrito Federal e outras instituições do sistema financeiro.


A revelação do contrato ampliou os questionamentos e intensificou o debate político na capital.



Defesa do governador


Após a repercussão do caso, a defesa do governador Ibaneis Rocha afirmou que ele não participa do escritório de advocacia desde 2018, quando foi eleito governador do Distrito Federal.


Segundo os advogados, o chefe do Executivo não teve qualquer participação nas negociações realizadas posteriormente.



Repercussão na política do DF


A revelação do contrato aumentou a pressão política e ampliou o debate na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Parlamentares discutem a possibilidade de aprofundar investigações sobre as relações entre o Banco de Brasília, o Banco Master e fundos ligados ao mercado financeiro.



Com a crise em andamento, o caso se tornou mais um elemento de tensão no cenário político do Distrito Federal, que já enfrenta forte polarização em torno das decisões envolvendo o banco público local e sua atuação no mercado financeiro.


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