Lula determina expulsão de servidor da CGU após agressão a mulher e criança no Distrito Federal.
- Vozes de Brasília

- 26 de dez. de 2025
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Brasília (25/12/2025) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, na tarde desta quinta-feira (25), a abertura de um processo interno para responsabilização e expulsão do servidor público federal acusado de agredir uma mulher e uma criança no Distrito Federal. A ordem foi dada ao ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, responsável pela apuração administrativa do caso.
A decisão foi comunicada pelo presidente em suas redes sociais, em que ele classificou o episódio como uma “agressão covarde” e “inadmissível” e reforçou que o combate à violência contra mulheres e crianças é prioridade de seu governo. “Não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças, estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem. Um servidor público deve ser exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”, escreveu Lula.
O caso e as medidas adotadas
O episódio ocorreu no dia 7 de dezembro, no bairro de Águas Claras, em Brasília, quando um servidor da CGU foi flagrado em vídeo, amplamente compartilhado nas redes sociais, agredindo uma mulher e o filho dela, uma criança de aproximadamente 4 anos de idade.
Diante da repercussão, a CGU já tomou medidas iniciais no âmbito administrativo:
Encaminhamento dos fatos à Corregedoria-Geral da União e à Comissão de Ética do órgão;
Abertura de investigação preliminar para apurar responsabilidades éticas e disciplinares;
Revogação da designação do servidor como substituto eventual da chefia imediata; e
Proibição de ingresso do acusado nas dependências da CGU enquanto durar a investigação.
Repercussão política e prioridade do governo
A determinação presidencial reforça uma postura de tolerância zero a atos de violência doméstica e de gênero, alinhada à campanha mais ampla do governo contra o feminicídio e a violência contra a mulher, tema que Lula tem destacado como prioridade institucional para 2026. Em pronunciamento nacional no dia anterior, o presidente anunciou um esforço conjunto com ministérios, instituições públicas e a sociedade civil para ampliar ações preventivas e de proteção às vítimas.
Especialistas em políticas públicas e direitos humanos observam que o episódio, além de chocar a opinião pública, acende um alerta sobre a necessidade de mais estratégias de prevenção e acolhimento no Distrito Federal, onde casos de violência doméstica e contra crianças continuam sendo uma preocupação constante entre autoridades e organizações da sociedade civil.




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