Caminhoneiros articulam greve nacional em reação à alta do diesel
- Vozes de Brasília

- há 1 dia
- 2 min de leitura

Brasília — Caminhoneiros de diversas regiões do Brasil iniciaram articulações para uma possível greve nacional em protesto contra a alta no preço do diesel. A categoria discute a elaboração de uma proposta a ser encaminhada ao governo federal e pode definir, a qualquer momento, uma data para paralisação caso não haja avanço nas negociações.
A mobilização envolve representantes de diferentes entidades do setor de transporte, que relatam forte insatisfação com o aumento dos custos operacionais. Lideranças afirmam que, se não houver resposta concreta do Executivo, a paralisação poderá atingir todo o país.
Um dos principais nomes do movimento, Wallace Landim, conhecido como “Chorão” e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), declarou que a categoria já considera inevitável cruzar os braços caso não haja acordo.
Segundo ele, os caminhoneiros vivem hoje uma situação semelhante à enfrentada em 2018, quando uma greve nacional provocou impactos severos na economia e no abastecimento.
A proposta em discussão entre os trabalhadores inclui não apenas caminhoneiros autônomos, mas também motoristas vinculados a transportadoras e até profissionais de aplicativos, ampliando o alcance potencial da paralisação.
Nos bastidores, o clima é de pressão crescente. A alta recente do diesel, impulsionada por fatores internacionais e internos, tem reduzido as margens de lucro e dificultado a sustentabilidade da atividade, especialmente para pequenos transportadores.
Enquanto isso, o governo federal tenta minimizar o risco de uma nova crise logística. Integrantes do Executivo defendem que medidas já foram adotadas para conter o avanço dos preços, como desonerações e subsídios ao combustível. Ainda assim, a categoria avalia que as ações não têm sido suficientes para aliviar os custos no dia a dia.
A possibilidade de greve reacende o alerta para os impactos econômicos de uma paralisação nacional, que pode afetar o abastecimento de alimentos, combustíveis e insumos em todo o país. A definição sobre o movimento deve ocorrer após novas reuniões entre lideranças dos caminhoneiros, que buscam uma solução antes de partir para uma mobilização de grande escala.




Comentários