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Governo do DF abandona sede pública e vai pagar R$ 33 milhões por ano em aluguel; imóvel pertence a aliado de Ibaneis

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura
Prédio que vai abrigar a Secretaria de Obras do DF — Foto: TV Globo
Prédio que vai abrigar a Secretaria de Obras do DF — Foto: TV Globo

O Governo do Distrito Federal anunciou que uma secretaria deixará um imóvel público, onde atualmente funciona sem custo, para ocupar um prédio privado com aluguel estimado em cerca de R$ 33 milhões ao ano — um montante que reacende debates sobre escolhas administrativas e custos para o contribuinte.


Mudança de endereço e custo elevado


A pasta, que vinha operando em um prédio público cedido sem pagamento de aluguel, assinou contrato para se mudar para um imóvel privado. O novo espaço, além de aluguel, inclui custos de condomínio e tributos previstos no acordo — elevando o gasto anual para aproximadamente R$ 33 milhões, segundo informação divulgada pelo governo local.


O contrato foi celebrado por meio de dispensa de licitação, instrumento que agiliza contratações por dispensa da concorrência pública, o que também tem gerado questionamentos sobre transparência e fiscalização.


Ligação política e questionamentos


O novo imóvel — que proporcionará uma despesa significativa para os cofres públicos — pertence a um aliado político do governador Ibaneis Rocha (MDB). A situação alimenta críticas de opositores e observadores da administração pública, que veem no contrato uma potencial forma de favorecimento a correligionários.


Esse não é um episódio isolado. Nos últimos anos, outras negociações semelhantes envolvendo imóveis de aliados e alugueis milionários também atraíram críticas e pedidos de explicações por parte de parlamentares e órgãos de fiscalização, como no caso discutido em 2025 a respeito de outro prédio que poderia custar até R$ 42 milhões ao governo sem licitação.


Argumentos do governo


O governo defende a mudança com base em motivos administrativos apontados pela pasta responsável, incluindo a necessidade de um espaço mais adequado para as atividades da secretaria, que, segundo a gestão, não encontraria alternativas públicas disponíveis que atendam às exigências técnicas e de localização.


Representantes da gestão argumentam também que a dispensa de licitação foi adotada em conformidade com a legislação vigente, e que o valor está dentro dos parâmetros de mercado — ainda que isso seja contestado por parte da oposição.


Debate público e repercussão


Organizações da sociedade civil, opositores e especialistas em administração pública alertam para os efeitos de despesas dessa magnitude no orçamento do DF — especialmente em um contexto em que a população cobra melhorias nos serviços públicos essenciais. Os críticos questionam se esses recursos poderiam ser empregados, por exemplo, em infraestrutura, saúde ou educação.


Enquanto isso, o contrato e as justificativas do GDF seguem sob análise de setores da Câmara Legislativa e de órgãos de controle, que podem solicitar mais informações ou mesmo auditar o processo nos próximos meses.

 
 
 

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