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Ex-governador Arruda diz que “não deseja impeachment de Ibaneis” em meio à crise política no DF

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    Vozes de Brasília
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Ato de filiação de Arruda no PSD
Ato de filiação de Arruda no PSD

Brasília, 24 de janeiro de 2026 — Em meio ao avanço da crise política no Distrito Federal desencadeada pelas investigações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) declarou que “não deseja o impeachment” do atual governador Ibaneis Rocha (MDB), ainda que reconheça a gravidade dos fatos que levaram setores da oposição a apresentar pedidos formais para afastar o chefe do Poder Executivo local.


Arruda, que governou o Distrito Federal entre 2007 e 2010 e hoje figura como pré-candidato ao Palácio do Buriti nas eleições de 2026, comentou sobre o clima político turbulento que se instala na capital federal. Sua declaração ocorre no mesmo dia em que legendas de oposição formalizaram pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em resposta às alegações que surgiram a partir de um depoimento prestado pelo banqueiro Daniel Vorcaro à Polícia Federal.


Contexto da crise: banco Master, BRB e acusações de irregularidades


A articulação dos pedidos de impeachment tem como motivação central as investigações que envolvem a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), instituição financeira controlada pelo Governo do Distrito Federal. Segundo a oposição, a gestão de Ibaneis teria se envolvido em decisões que resultaram em prejuízos significativos aos cofres públicos, o que, na avaliação dos partidos PSB-DF, Cidadania-DF e PSOL, pode configurar crime de responsabilidade.


O episódio ganhou repercussão após reportagem revelar que o empresário Vorcaro afirmou ter trabalhado diretamente com o governador Ibaneis Rocha em conversas sobre a operação, ainda que o chefe do Executivo tenha posteriormente negado a discussão de temas técnicos da negociação, afirmando que as tratativas foram conduzidas pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.


Na avaliação da oposição, os fatos sugerem “atuação temerária” no uso de recursos públicos, negociações sem transparência e possível influência indevida do Executivo nas decisões internas do banco estatal — elementos centrais para fundamentar os pedidos de afastamento de Ibaneis.

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