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​Dada a largada às eleições em Brasília – DF

Foto do escritor: Vozes de Brasília
Vozes de Brasília
17 de ago.
3 min de leitura



Os candidatos, ao pleito eleitoral em Brasília, DF, passaram a mostrar a “cara” desde o fim de semana passado e o brasiliense tem a oportunidade, a partir de então, de avaliar cada uma das propostas feitas por esses postulantes a um cargo público. Seria realmente isso ou é uma visão romantizada da política em nosso

“Quadradinho”?



Por Sebastião Vitalino da Silva

Em 17/08/2026



A demonização da política

Muito poderíamos valorizar a todo aquele que submete o seu nome e CPF ao escrutínio público em eleições neste país. Porém, infelizmente, a política e, em especial, o político não encontram um cenário que lhe confira boa reputação que, em boa medida, deve-se a falta de transparência no exercício do cargo e de entregas desalinhadas com os verdadeiros anseios da população.



​Nesse contexto, a descrença do cidadão no político, em geral, representa um sinal de que o povo já está cansado e pouco acredita nas promessas de candidatos a cargos públicos. Isso gera, como consequência, todo um sentimento de repúdio a esses candidatos e, até mesmo, uma espécie de demonização da política no país.



​Portanto, acredita-se que isso pode representar uma das questões mais significativas a resolver em nosso país quando o assunto é política. Menciona-se tal consideração pois, na atual cena, marcada por inúmeros escândalos de corrupção, ao envolver figurões políticos e poderosos da República, a ação política, que deveria ser a principal alternativa de preservação da Democracia, perdeu em muito de sua legitimidade ao olhar da população.



​No cerne de toda essa questão está a impunidade de políticos e poderosos que cometem crimes, entre esses o de corrupção, além da lentidão na tramitação de processos na Justiça, aspectos todos que levam a caducidade de ilícitos cometidos.



Foro privilegiado de políticos

A sensação de impunidade se potencializa por prevalecer a ideia, entre muitos cidadãos, de que alguns dos candidatos a eleições tão somente buscam alcançar um cargo público para se tornarem quase que intocáveis aos olhos da Justiça.



​À primeira vista, o foro por prerrogativa de função (mais conhecido com foro privileged), que poderia se constituir em mais um dos sistemas de proteção da ação parlamentar e de agentes públicos, na verdade se transformou em um “salvo conduto” para muitos políticos mal-intencionados não serem alcançados pela Lei.



​Além disso, tal instrumento jurídico fere de morte o “sistema de freios e contrapesos”, estabelecidos na Constituição/88, no que toca à manutenção da independência e da harmonia entre os poderes da República, por se transformar em um instrumento de barganha e de coerção política que a seguir se demonstra.



​Ao que parece, a explicação óbvia é de que o foro privilegiado virou mesmo um mecanismo de barganha e, até mesmo, de favorecer “negociatas” entre, por exemplo, políticos mal-intencionados e operadores de Cortes Judiciárias superiores no País, afinal, um senador e/ou deputado federal, com processo na Justiça, acaba por ser julgado tão somente nessas instâncias de Justiça no país.


E que nos resta a fazer?


Critérios na escolha de candidatos



Outro aspecto que merece consideração, quando o assunto é corrupção, reside no fato de que poucos são os candidatos que, até o momento, apresentaram propostas ligadas ao combate à corrupção, não sabendo se isso foi intencional ou descaso com o tema.



​Seja qual for a razão daquelas político em não levar em consideração a esse tema, acredita-se que isso pode representar um sinal de alerta ao eleitor no que toca a critério para a escolha do candidato às próximas eleições.



​Com todos esses ingredientes, reafirma-se a necessidade de que sejamos rigorosos na escolha, definição de critérios e na fiscalização da ação política de nossos representantes, sob pena de lhes passar um cheque em branco para agir em nosso nome.



​Cremos que todos nós, cidadãos brasilienses e “candangos”, queremos o bem-comum em nosso “Quadradinho” pois, afinal, ninguém permanece em um lugar, que escolheu para viver, para ficar pior, fatores todos esses que nos levam a insistir em fazer a escolha certa daqueles que irão gerir as nossas esperanças.



​Por isso, com o voto, depositamos nossas escolhas políticas naqueles que irão gerir o nosso futuro em Brasília, DF. Isso sim, não podemos nos esquecer!



​Vitalino Consultor

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