Câncer de ovário: estudo da UNB aponta ômega-3 como possível aliado no combate à doença
- George Medeiros
- há 5 dias
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Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Brasília identificou que o ômega-3, especialmente na forma do ácido docosahexaenoico (DHA), pode atuar como um importante aliado no combate ao câncer de ovário — uma das doenças ginecológicas mais letais no mundo.
Os resultados, ainda em fase inicial, indicam que a substância tem a capacidade de induzir a morte de células cancerígenas por meio de um processo chamado piroptose, uma forma de morte celular inflamatória que rompe a membrana das células tumorais e estimula o sistema imunológico a reagir contra o câncer.
De acordo com os pesquisadores, os testes realizados em laboratório mostraram que o ômega-3 foi eficaz na destruição das células do tumor sem causar danos significativos às células saudáveis — um diferencial relevante em comparação com tratamentos tradicionais, como a quimioterapia.
A pesquisa foi conduzida no Laboratório de Imunologia e Inflamação da Universidade de Brasília e é resultado de anos de estudos sobre os efeitos de nutrientes no desenvolvimento de tumores. Os cientistas destacam que o objetivo não é substituir os tratamentos atuais, mas atuar como uma terapia complementar, potencializando os efeitos de abordagens já consolidadas.
Apesar do otimismo, os próprios autores ressaltam que os resultados ainda são preliminares. Até o momento, os testes foram realizados apenas em células em laboratório, e os próximos passos incluem estudos em animais e, posteriormente, ensaios clínicos em humanos — etapas fundamentais para comprovar a eficácia e segurança do uso do ômega-3 no tratamento da doença.
O câncer de ovário é considerado um dos mais perigosos justamente por apresentar poucos sintomas em estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta as taxas de mortalidade. Nesse cenário, novas alternativas terapêuticas, especialmente com menor toxicidade, são vistas como avanços importantes na luta contra a doença.
Se confirmados em estudos futuros, os achados podem abrir caminho para o uso do ômega-3 como um reforço no tratamento oncológico, trazendo novas perspectivas para pacientes e para a medicina.




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