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Carla Zambelli é agredida em presídio na Itália e é transferida de cela após pedido da defesa

Foto do escritor: Vozes de Brasília
Vozes de Brasília
26 de dez. de 2025
2 min de leitura
Carla Zambeli. Foto: Divulgação Câmara dos Deputados
Carla Zambeli. Foto: Divulgação Câmara dos Deputados

Roma, Itália — A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi transferida de cela em um presídio feminino em Roma após relatar ter sido agredida por outras detentas da unidade onde cumpre prisão preventiva. A movimentação veio depois de sucessivas reclamações da defesa sobre a segurança da ex-parlamentar, que teve de mudar de andar para preservar sua integridade física.


Segundo o advogado Fábio Pagnozzi, Zambelli foi vítima de agressões em pelo menos três ocasiões antes de setembro, quando ainda ocupava uma cela no andar térreo da penitenciária. Relatos da defesa apontam que, apesar de as agressões terem sido comunicadas à administração da unidade, não houve resposta imediata ou providências eficazes por parte da direção do presídio, que teria justificado a falta de ação pela alta rotatividade de internas.


Diante do suposto risco à segurança da ex-parlamentar, a defesa formalizou pedido para que Zambelli fosse transferida para outra cela em um andar superior — medida que foi acolhida pela administração do estabelecimento prisional italiano.


Contexto da prisão e renúncia


Zambelli está detida em Roma desde que foi presa após fugir do Brasil para não cumprir a pena de 10 anos de reclusão imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A condenação se deu em virtude de sua participação, junto com um hacker, na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um caso que ganhou destaque nacional e internacional.


A ex-deputada também comunicou oficialmente sua renúncia ao mandato de parlamentar em 14 de dezembro, documento encaminhado à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados. Com isso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a posse do suplente Adilson Barroso (PL-SP), conforme previsto na legislação eleitoral.


A renúncia de Zambelli foi interpretada por aliados como uma estratégia diante de uma decisão do STF que havia anulado a tentativa da Câmara de rejeitar sua cassação, em uma disputa que envolveu interpretação constitucional sobre a perda do mandato após condenação criminal com trânsito em julgado.


Repercussão


O caso segue sob monitoramento da defesa e de apoiadores no Brasil, em meio aos trâmites de extradição já em curso pelas autoridades italianas. A transferência de cela ocorre em um momento em que a ex-deputada enfrenta não apenas o processo penal, mas também um cenário político e jurídico complexo, que envolve debates sobre jurisdição internacional, prerrogativas parlamentares e segurança de detentas em instituições estrangeiras.

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