BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto
- George Medeiros
- há 21 horas
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O Banco de Brasília (BRB) realizou aportes que somam cerca de R$ 1,5 bilhão em fundos vinculados à gestora Reag Investimentos mesmo após o avanço das investigações da Operação Carbono Oculto, que apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no país.
A operação, conduzida por órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público, investiga uma complexa rede financeira suspeita de movimentar recursos ilícitos por meio de empresas e fundos de investimento. Segundo as apurações, estruturas do mercado financeiro teriam sido utilizadas para ocultar a origem de valores ligados ao crime organizado.
De acordo com a reportagem, os investimentos do BRB ocorreram em um contexto de crescente exposição da Reag nas investigações. A gestora já vinha sendo citada em apurações que envolvem o uso de fundos para movimentações financeiras consideradas atípicas, além de conexões com outros casos que também estão sob análise das autoridades.
Investigações apontam que fundos administrados pela Reag teriam acionado mecanismos legais para manter em sigilo a composição de suas carteiras durante períodos críticos das apurações, o que levantou questionamentos sobre transparência no mercado financeiro.
Outro ponto que chama atenção é que autoridades apuram o uso de estruturas financeiras complexas para aquisição de participação no próprio BRB por meio de fundos, o que teria dificultado a identificação dos reais beneficiários das operações.
A Operação Carbono Oculto é considerada uma das maiores investigações recentes no país, envolvendo bilhões de reais e ramificações que alcançam tanto o setor de combustíveis quanto o sistema financeiro.
Diante desse cenário, os aportes do BRB em fundos ligados à Reag ampliam o debate sobre governança, gestão de risco e critérios adotados por instituições públicas em operações financeiras de grande porte. O caso segue sob investigação e pode trazer novos desdobramentos nos próximos meses.




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