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Brasil importa mais canetas emagrecedoras do que celulares e surpreende mercado econômico

  • Foto do escritor: George Medeiros
    George Medeiros
  • 12 de jan.
  • 2 min de leitura
Getty images
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O Brasil vive uma mudança significativa em seu padrão de importações. Em 2025, o país passou a gastar mais com medicamentos injetáveis voltados para emagrecimento do que com a importação de celulares, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).


Os chamados medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, entre eles Ozempic e Mounjaro, somaram US$ 1,669 bilhão em importações no ano passado, o equivalente a aproximadamente R$ 9 bilhões. O valor representa um crescimento de 88% em relação a 2024, refletindo uma demanda crescente no mercado brasileiro.


O dado chama atenção porque supera a importação de celulares, um dos produtos mais tradicionais do comércio exterior brasileiro, além de outros itens de consumo amplamente conhecidos, como salmão e azeite de oliva.


Alta demanda e ausência de produção nacional


Um dos principais fatores para esse crescimento é o fato de que não há produção nacional desses medicamentos. Toda a demanda do mercado brasileiro é atendida por fabricantes estrangeiros, o que impacta diretamente a balança comercial.


Os números mostram também uma mudança na origem das importações. Enquanto os medicamentos produzidos na Dinamarca, país-sede da farmacêutica responsável pelo Ozempic, registraram crescimento moderado, as importações vindas dos Estados Unidos dispararam quase 1.000%, impulsionadas pela popularização do Mounjaro, medicamento mais recente no mercado.


Mudança no perfil de consumo


Economistas avaliam que os dados refletem uma transformação nos hábitos de consumo da população, com maior busca por tratamentos relacionados à saúde, emagrecimento e qualidade de vida. O interesse por esses medicamentos se expandiu rapidamente, extrapolando o público originalmente indicado para o controle do diabetes.


Além disso, a ampla repercussão nas redes sociais e a divulgação de resultados rápidos contribuíram para ampliar o alcance do produto no mercado brasileiro, elevando o volume de importações em um curto espaço de tempo.


Impactos e atenção regulatória


O crescimento acelerado desse mercado também levou a medidas regulatórias. Em 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a exigir retenção de receita médica para a compra desses medicamentos, com o objetivo de conter o uso indiscriminado e reduzir riscos à saúde da população.


A movimentação econômica em torno das chamadas “canetas emagrecedoras” já é observada de perto por autoridades, indústria farmacêutica e especialistas em comércio exterior, diante do impacto expressivo nos números do país.

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