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Banco Central liquida Will Bank: clientes enfrentam bloqueio de contas, cartões suspensos e resgate pelo FGC

  • Foto do escritor: George Medeiros
    George Medeiros
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura
Divulgação Will Bank
Divulgação Will Bank

Brasília — O Banco Central do Brasil decretou, nesta quarta-feira (21/01/2026), a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, o banco digital conhecido como Will Bank, controlado pelo grupo financeiro Banco Master. A medida interrompe imediatamente as atividades da instituição e retira o banco do Sistema Financeiro Nacional.


O Will Bank vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) desde novembro de 2025 — quando o controlador Banco Master foi também liquidado pelo Banco Central em meio a graves problemas financeiros e investigação de irregularidades. Naquele momento, a autoridade monetária preservou temporariamente o banco digital na expectativa de encontrar um comprador. Negociações com potenciais investidores, inclusive grupos estrangeiros, não se concretizaram, e o prazo acabou expirando.


O que muda a partir de agora


Com a liquidação, todas as operações do Will Bank foram interrompidas:


Contas correntes e contas de pagamento não movimentam mais transferências ou saldos.


Os cartões de crédito e débito estão suspensos, pois os arranjos de pagamento foram bloqueados, inclusive pela Mastercard.


Chaves Pix perdem validade, já que a instituição foi oficialmente retirada do sistema Pix.



Segundo o Banco Central, o banco estava em situação econômico-financeira comprometida e insolvente, com vínculo societário estreito ao Banco Master, o que inviabilizou a continuidade da operação.


O destino do dinheiro dos clientes


O funcionamento da liquidação segue as regras previstas na legislação bancária brasileira:


1. Resgate pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC)


Clientes com aplicações garantidas pelo FGC — como CDBs, RDBs, LCIs e LCAs — podem receber até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, incluindo os rendimentos acumulados até a data da liquidação.


Para ter acesso a esses valores, o cliente precisa:


Aguardar o processo de habilitação conduzido por liquidante e FGC;


Solicitar o pagamento por meio dos canais oficiais do FGC (site ou aplicativo);


Assinar o termo de adesão digital para que o crédito seja liberado em até alguns dias úteis após a confirmação.



Quem tinha valores acima de R$ 250 mil terá a diferença registrada como crédito na liquidação — ou seja, provavelmente receberá apenas parte desse montante após eventuais vendas de ativos do banco no processo de liquidação.


2. Prazos indefinidos e bloqueio temporário


Não há um prazo oficial fixado para o início dos pagamentos, mas casos semelhantes no Brasil costumam levar semanas até que os pagamentos sejam efetivados. Até lá, o saldo fica bloqueado e não gera novos rendimentos.


Cartões e dívidas continuam válidos?


Embora a operação do banco tenha sido encerrada, contratos de crédito e dívidas com a instituição continuam existindo. Mesmo em processos de liquidação, os débitos não desaparecem — eles podem ser administrados pelo liquidante ou vendidos para outras instituições. (baseado em práticas de mercado e explicações de especialistas financeiros)


Especialistas recomendam que clientes com faturas em aberto não ignorem cobranças e conservem registros de transações, pois as obrigações contratuais ainda precisam ser cumpridas ou negociadas com quem assumir esses créditos.


Impacto no sistema financeiro e no FGC


A liquidação do Will Bank amplia o custo para o Fundo Garantidor de Créditos numa das maiores operações de resgate da história recente. Estimativas apontam que o FGC terá de desembolsar bilhões de reais para cobrir os clientes tanto do Will quanto do Banco Master, elevando a conta global para dezenas de bilhões de reais.


Autoridades regulatórias e especialistas avaliam que o caso reforça a necessidade de monitoramento rigoroso de fintechs ligadas a conglomerados financeiros maiores, principalmente quando apresentam modelos de negócio com grande captação de depósitos de clientes. (análise contextual de múltiplas reportagens)


Conclusão


A decisão do Banco Central de liquidar o Will Bank representa um marco na série de intervenções na crise do grupo Master. Para os clientes, o cenário combina incerteza de curto prazo — com bloqueio de contas e suspensão de serviços — e uma perspectiva de ressarcimento pelo FGC para parte ou a totalidade dos depósitos garantidos. Continuar acompanhando as orientações oficiais do Fundo Garantidor de Créditos será fundamental para quem teve atividades ou investimentos no banco digital.

 
 
 

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