Arquitetura e futuro urbano: Ivelise Longhi defende visão integrada de Brasília
- Vozes de Brasília

- há 3 dias
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A arquiteta e urbanista Ivelise Longhi defendeu uma abordagem mais ampla e integrada para o desenvolvimento de Brasília, destacando a necessidade de conectar o Plano Piloto às regiões administrativas e repensar o crescimento urbano da capital federal.
Durante debate, a especialista ressaltou que Brasília precisa ser vista como um organismo único, e não fragmentado. Segundo ela, a capital evoluiu ao longo das décadas de forma desigual, com concentração de infraestrutura e serviços em áreas específicas, o que reforça a necessidade de planejamento integrado.
Ivelise destacou que a proposta de integração envolve mobilidade, habitação, desenvolvimento econômico e qualidade de vida.
Para ela, é fundamental criar políticas públicas que conectem melhor as diferentes regiões do Distrito Federal, reduzindo desigualdades e promovendo uma cidade mais equilibrada.
A urbanista também chamou atenção para o fato de que Brasília passou por transformações significativas desde sua fundação, o que exige atualização constante das estratégias urbanísticas.
A expansão populacional e o surgimento de novas demandas tornam essencial um olhar moderno sobre o planejamento da capital.
No debate, também foi reforçada a importância de iniciativas que envolvam a sociedade civil organizada no planejamento urbano, como o CODESE-DF, que atua de forma consultiva e propositiva na construção de soluções para o desenvolvimento sustentável do DF, reunindo representantes do setor produtivo, técnicos e a sociedade em geral.
Outro ponto defendido foi a importância de envolver a sociedade e diferentes setores na construção desse modelo integrado. Ivelise acredita que o desenvolvimento urbano deve ser resultado de diálogo entre governo, iniciativa privada e população, garantindo soluções mais eficazes e sustentáveis.
Ao reforçar a necessidade de uma visão sistêmica, a arquiteta concluiu que o futuro de Brasília depende da capacidade de superar divisões territoriais e construir uma cidade mais conectada, inclusiva e preparada para os desafios das próximas décadas.




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