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Após rejeição popular, Lula decide acabar com taxa das blusinhas por medida provisória

Foto do escritor: Vozes de Brasília
Vozes de Brasília
12 de mai.
2 min de leitura


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira uma Medida Provisória que acaba com a chamada “taxa das blusinhas”, imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas estrangeiras.


A decisão, porém, já nasce cercada por críticas e acusações de que a medida possui forte motivação eleitoral.



Nos bastidores de Brasília, integrantes do governo admitem que a cobrança se transformou em um dos maiores desgastes de popularidade da atual gestão. A taxação gerou ampla rejeição, especialmente entre consumidores de baixa renda e jovens que utilizam plataformas internacionais de comércio eletrônico.



A avaliação política no Palácio do Planalto é que o fim da taxa pode ajudar o governo a recuperar apoio em um momento delicado, marcado pela aproximação das eleições de 2026 e pela queda na aprovação presidencial.


Dentro do próprio governo, a ala política defendia a revogação justamente por causa do impacto eleitoral negativo da medida.



O imposto havia sido defendido anteriormente pelo governo como forma de proteger a indústria nacional e equilibrar a concorrência com varejistas brasileiros.


Agora, o recuo alimenta críticas de incoerência política. Adversários do Planalto afirmam que o governo primeiro criou a taxação, enfrentou forte reação popular e, diante do desgaste, decidiu voltar atrás em busca de dividendos eleitorais.



A escolha pela Medida Provisória também foi interpretada como uma estratégia política. A avaliação de analistas é que a MP permite tramitação mais rápida e reduz o risco de resistência no Congresso em um período em que parlamentares tendem a evitar embates com medidas populares.



Apesar do alívio imediato para consumidores, setores da indústria e do varejo nacional demonstram preocupação. Representantes empresariais argumentam que o fim da taxação pode aumentar a concorrência de plataformas estrangeiras e pressionar empregos no comércio brasileiro.


O debate opõe o apelo popular da medida à preocupação econômica com arrecadação e proteção da produção nacional.

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