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Adolescente de 16 anos morre após agressão do piloto Pedro Turra em Vicente Pires

  • Foto do escritor: Vozes de Brasília
    Vozes de Brasília
  • 7 de fev.
  • 2 min de leitura
Rodrigo Helbingen/! Divulgação
Rodrigo Helbingen/! Divulgação

O estudante Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, morreu na manhã deste sábado (7/2) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras (Distrito Federal), onde estava internado desde o final de janeiro em estado crítico. A vítima não resistiu às graves lesões decorrentes de uma briga ocorrida em Vicente Pires e acabou falecendo em decorrência de complicações associadas ao traumatismo craniano que sofrera.


A agressão


Segundo a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o conflito começou na noite de 22 de janeiro na Rua 6 de Vicente Pires, após uma discussão motivada por um chiclete mascado que teria sido jogado pelo piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, em um amigo de Rodrigo. Testemunhas relataram que, após provocações, a situação evoluiu para agressões físicas entre os dois jovens.


Imagens registradas no local mostram o momento em que o piloto desfere um soco que faz o adolescente bater violentamente a cabeça contra um carro, impactando sua vida de forma irreversível. A vítima, gravemente ferida, chegou a vomitar sangue ainda no local antes de ser socorrida.


Do hospital à morte


Rodrigo foi levado em estado crítico para a UTI do Hospital Brasília, onde permaneceu intubado e em coma profundo nas últimas semanas. Ele chegou a sofrer complicações como parada cardiorrespiratória que durou cerca de 12 minutos, de acordo com relatos familiares. Apesar dos esforços da equipe médica, o adolescente não resistiu e foi declarado morto pelos médicos neste sábado.


Prisão e andamento do caso


Pedro Turra foi preso em 30 de janeiro após a agressão, em meio a vaias e gritos de moradores, e levado à 38ª Delegacia de Polícia de Vicente Pires. Ele chegou a ser liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 24 mil, mas posteriormente teve a prisão decretada preventivamente em razão da gravidade das lesões da vítima e do andamento das investigações.


A prisão preventiva foi mantida por instâncias superiores da Justiça, inclusive pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou habeas corpus solicitado pela defesa do piloto. A decisão considerou a necessidade de assegurar a continuidade das investigações e evitar interferências no processo.


Com a confirmação da morte do adolescente, a tipificação do crime pode ser alterada para incluir o resultado morte, o que aumentaria a gravidade da acusação contra Turra. A família de Rodrigo já pede justiça e o caso segue sob investigação pela Polícia Civil.


Repercussão e contexto


O caso ganhou grande repercussão nacional, não apenas pela brutalidade da agressão, mas também pela discussão sobre violência entre jovens e a responsabilização de figuras públicas — no caso, um piloto automobilístico vinculado à categoria Fórmula Delta. Organizações ligadas à modalidade emitiram posicionamentos defendendo respeito às investigações, enquanto a sociedade debate as consequências do episódio.


Família, amigos e conhecidos acompanharam o drama nos últimos dias e várias homenagens foram feitas nas redes sociais, assim como manifestações de fé e vigílias em prol da recuperação de Rodrigo antes de sua morte ser confirmada.

 
 
 

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