29 de maio: Intervenção no BRB entra no radar e pressiona GDF a resolver rombo bilionário
- George Medeiros
- há 5 horas
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Brasília — O Governo do Distrito Federal (GDF) enfrenta uma corrida contra o tempo para solucionar um rombo bilionário atribuído a negociações consideradas fraudulentas envolvendo operações com a banco Master.
O prazo crítico, segundo bastidores políticos e financeiros, seria o dia 29 de maio — data que pode definir o futuro do Banco de Brasília (BRB) e até abrir caminho para uma intervenção do Banco Central.
A governadora Celina Leão tem menos de três semanas para apresentar uma saída viável ao problema. Caso contrário, cresce a possibilidade de o Banco Central do Brasil adotar medidas mais drásticas, incluindo intervenção direta na instituição financeira.
Isolamento político e entraves federais
Além da pressão do prazo, o GDF enfrenta dificuldades no campo político. A tentativa de articulação com o governo federal não tem avançado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não respondeu a um pedido formal de reunião feito pela governadora.
No Ministério da Fazenda, o posicionamento também não tem sido favorável. O ministro Dario Durigan já indicou que a responsabilidade pela crise do Banco de Brasília recai sobre o próprio GDF, o que reduz as chances de apoio direto da União.
Cenário de poucas alternativas
Especialistas apontam que o tempo curto e o isolamento político tornam o cenário ainda mais delicado.
Sem respaldo federal e diante da necessidade de rápida solução técnica e financeira, o GDF teria poucas alternativas viáveis para evitar consequências mais severas.
Uma eventual intervenção do Banco Central poderia impactar não apenas a gestão do BRB, mas também a credibilidade do sistema financeiro local e a estabilidade econômica do Distrito Federal.
O que está em jogo
O desfecho dessa crise pode redefinir a governança do banco público e afetar diretamente milhares de clientes e investidores.
Mais do que uma questão financeira, o episódio evidencia tensões entre entes federativos e levanta questionamentos sobre a supervisão e transparência em operações de grande porte.
Com o relógio correndo, a solução precisa vir rápido — e com consistência suficiente para evitar um efeito dominó no sistema bancário regional.



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